Khánh Hòa destina 200 bilhões de dongs a uma cadeia halal de caprinos e ovinos
Khánh Hòa investirá 200 bilhões de dongs em produtos caprinos e ovinos certificados como halal, incluindo 50 bilhões de recursos públicos. Até 2030, a província pretende criar 14 zonas pecuárias, alcançar 500.000 animais e integrar criação, abate, processamento e comercialização.
Província define metas para a produção halal
A província vietnamita de Khánh Hòa aprovou um programa de 200 bilhões de dongs para desenvolver produtos caprinos e ovinos certificados como halal até 2030, segundo o Dân Việt. O plano reúne 50 bilhões de dongs de apoio estatal e 150 bilhões provenientes de capital privado e outras fontes mobilizadas.
Em 2026-2027, a província pretende formar cinco zonas de criação de cabras e ovelhas em conformidade com as normas halal, cobrindo cerca de 500 hectares. A meta é elevar o rebanho conjunto para 350.000 animais e construir pelo menos um abatedouro centralizado com capacidade de 200-300 cabeças por dia. A rastreabilidade e os procedimentos de abate halal serão requisitos centrais da operação.
Entre 2028 e 2030, o sistema será ampliado para 14 zonas, com aproximadamente 1.735 hectares. Khánh Hòa pretende atingir 500.000 animais em 2030 e conectar a criação ao abate, processamento e comercialização. O objetivo é posicionar os produtos caprinos e ovinos da província nos mercados vietnamita e internacional.
Novas raças aumentam o rendimento de carne
O projeto voltado à exportação baseia-se em programas de melhoramento genético e manejo já testados pelo serviço provincial de extensão rural. Nguyễn Văn Dũng, diretor do Centro de Extensão Agrícola de Khánh Hòa, afirmou que os rebanhos locais dependiam tradicionalmente de raças nativas e pastoreio natural, o que resultava em crescimento lento, baixa produtividade e rendimento de carcaça limitado.
O centro introduziu cabras Boer de aptidão para carne e ovelhas mestiças Dorper. Segundo o Dân Việt, os pesos ao nascimento e ao desmame aumentaram 20-30%, enquanto os animais adultos ficaram 10-15 quilogramas mais pesados. O rendimento de carcaça subiu de 35% para 45-48%, e o ciclo de criação caiu de 10-12 meses para 6-7 meses. Isso reduz os gastos com alimentação e acelera o giro do capital dos produtores.
Na propriedade de Tạ Phượng, na comuna de Mỹ Sơn, a substituição das ovelhas locais por mestiças Dorper e um processo de engorda mais controlado elevaram o rebanho para cerca de 450 cabeças. O período até a venda diminuiu de 7-8 meses para aproximadamente cinco meses, enquanto o peso de comercialização chegou a 35-40 quilogramas por animal, 3-5 quilogramas acima da raça anterior. Com preços de 120.000-130.000 dongs por quilograma, a fazenda obtém lucro mensal estável de cerca de 30-35 milhões de dongs.
Forragem e biossegurança sustentam a expansão
A disponibilidade de alimento continua sendo uma restrição crítica em áreas sujeitas à seca, como Cam Lâm, Cam Ranh, Ninh Hòa, Khánh Sơn e Khánh Vĩnh. O centro promove as gramíneas de alta produtividade VA06 e Ghine e a ensilagem de subprodutos agrícolas, permitindo formar reservas para cinco a seis meses. Em conjunto com práticas de biossegurança, essas medidas reduziram as perdas do rebanho na estação seca de mais de 10% para menos de 1,5%.
A criação de cabras de Đào Văn Cường, em Tây Khánh Vĩnh, exemplifica o modelo. Ele entrou em 2025 em um projeto de extensão com 42 reprodutores Boer e Bách Thảo; após um ano de manejo semi-industrial, o rebanho cresceu para 68 animais. A fazenda cultiva cerca de 7.000 metros quadrados de gramíneas VA06 e Ghine, utiliza subprodutos agrícolas e conta com instalações elevadas, coleta de resíduos e um sistema de biogás. As cabras reprodutoras são vendidas por aproximadamente 250.000 dongs por quilograma, e o esterco gera renda adicional.
As metas provinciais podem criar escala comercial, mas a certificação halal, isoladamente, não garante vendas externas. Khánh Hòa terá de manter a conformidade nas fazendas, no transporte, no abate e no processamento, além de desenvolver uma base estável de compradores. O abatedouro centralizado e as zonas produtivas rastreáveis serão, portanto, a ligação essencial entre a rentabilidade já demonstrada nas propriedades e o acesso aos mercados consumidores muçulmanos.