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Empresariado indonésio pede aliança global mais forte entre produtores de óleo de palma

O setor empresarial da Indonésia defende maior cooperação entre os países produtores de óleo de palma para preservar o acesso aos mercados e ampliar o poder de negociação. A Kadin Indonesia quer usar o CPOPC para coordenar diplomacia comercial, sustentabilidade, desenvolvimento de mercados, promoção e pesquisa.

Empresariado indonésio pede aliança global mais forte entre produtores de óleo de palma

Kadin defende ação coordenada dos produtores

A Indonésia deve fortalecer sua aliança com outros países produtores de óleo de palma para ampliar o poder de negociação, preservar o acesso aos mercados e enfrentar barreiras comerciais, segundo a câmara de comércio e indústria Kadin Indonesia. A proposta reflete a importância do óleo de palma para a receita de exportação do país e a pressão enfrentada pelo produto nos mercados internacionais.

Saleh Husin, vice-presidente da Kadin para a indústria, afirmou que a cooperação com outros produtores também pode ajudar a manter a estabilidade do mercado mundial de óleo de palma. Em declarações publicadas pela ANTARA, ele defendeu que a Indonésia construa uma posição comum mais forte com os demais países produtores, em vez de tratar questões regulatórias e de acesso ao mercado apenas no âmbito nacional.

Os interesses comerciais são expressivos. Saleh disse que as exportações indonésias de óleo de palma superam US$ 20 bilhões por ano e contribuem significativamente para a entrada de divisas no país. Proteger essa receita exige acesso contínuo aos mercados consumidores e capacidade de reagir coletivamente às restrições comerciais que afetam os produtores.

CPOPC é proposto como principal plataforma

A Kadin quer que a Indonésia aproveite melhor o Conselho dos Países Produtores de Óleo de Palma, ou CPOPC, como plataforma institucional para essa cooperação. A organização pode representar os interesses comuns dos produtores e, ao mesmo tempo, fortalecer a posição do óleo de palma no comércio mundial.

Segundo Saleh, um CPOPC fortalecido deve promover iniciativas conjuntas de diplomacia comercial, princípios de sustentabilidade, promoção do óleo de palma, desenvolvimento de mercados, pesquisa e inovação. Essas áreas vão além do diálogo convencional entre governos: posições comuns sobre sustentabilidade podem influenciar a aceitação nos países consumidores, enquanto pesquisa e promoção coordenadas podem apoiar a demanda e a competitividade do setor.

Saleh afirmou que o governo indonésio, por meio da Agência de Gestão do Fundo de Plantações, ou BPDP, já fez esforços consideráveis para reforçar a cooperação internacional entre os países produtores. Ainda assim, ele defendeu uma atuação maior da BPDP como catalisadora, usando recursos gerados pelo setor de óleo de palma para apoiar programas internacionais estratégicos.

Acesso aos mercados e sustentabilidade seguem prioritários

A secretária-geral adjunta do CPOPC, Musdhalifah Machmud, afirmou que a organização continua defendendo o setor de óleo de palma no âmbito global, inclusive em temas que afetam agricultores e empresas. Seus objetivos incluem criar acesso estável e previsível aos mercados para os países membros e melhorar a percepção internacional sobre o produto.

O conselho busca esses objetivos por meio de programas de cooperação e fóruns de alto nível que reúnem governos, instituições e organizações de diversos setores. O CPOPC também defende a implementação internacional de sistemas de sustentabilidade, tanto incentivando sua aplicação pelos produtores quanto buscando maior aceitação, nos países consumidores, dos padrões já adotados nos mercados produtores.

Além disso, o CPOPC está ampliando a divulgação dos benefícios do óleo de palma com base em ciência, fatos e dados. Seu programa Young Elaeis Ambassadors envolve jovens com experiência no setor na comunicação de informações sobre o produto. Para produtores, processadores e exportadores, porém, o valor prático da aliança dependerá de a atuação conjunta gerar acesso mais confiável aos mercados, maior reconhecimento dos sistemas de sustentabilidade dos produtores e respostas coordenadas às barreiras comerciais.

Análise completa do mercado

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