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Indonésia coloca processamento do óleo de palma no centro das exportações

A Indonésia pretende aumentar o valor das exportações por meio de maior processamento do óleo de palma. O valor exportado de óleo de palma bruto e derivados cresceu 7,32% entre janeiro e junho de 2026, impulsionado pela alta dos preços globais.

Indonésia coloca processamento do óleo de palma no centro das exportações

Processamento vira prioridade de exportação

A Indonésia está colocando o processamento do óleo de palma no centro de sua estratégia de exportação agrícola, após o aumento do valor dos embarques de óleo de palma bruto e derivados no primeiro semestre de 2026. O ministro da Agricultura, Andi Amran Sulaiman, chamou a industrialização do produto de “arma” estratégica para as exportações. Como maior produtora mundial de palma, a Indonésia pretende capturar mais valor com produtos processados.

Segundo a ANTARA, Amran afirmou que Indonésia e Malásia concentram juntas cerca de 80% da produção mundial de CPO. Essa participação dá à Indonésia peso considerável sobre a oferta, mas o governo quer obter uma parcela maior das receitas com produtos processados, e não apenas com o aumento dos embarques de matéria-prima. O Ministério da Agricultura continuará incentivando as indústrias a jusante para gerar mais valor no país e ampliar os benefícios para a economia e os agricultores.

Valor exportado de CPO avança 7,32%

A agência de estatísticas da Indonésia, BPS, informou que o valor das exportações de CPO e derivados cresceu 7,32% entre janeiro e junho de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior. O órgão atribuiu o resultado ao fortalecimento dos preços do CPO no mercado internacional. Os dados apontam um efeito relevante dos preços, mas não informam mudanças no volume físico embarcado.

O avanço fez parte de uma expansão mais ampla do comércio exterior indonésio. As exportações totais chegaram a US$ 140,81 bilhões entre janeiro e junho de 2026, alta de 4,13% em um ano. As vendas externas excluindo petróleo e gás cresceram 4,90%, para US$ 134,58 bilhões. A categoria HS15 de gorduras e óleos animais ou vegetais, que inclui CPO e seus derivados, esteve entre as principais responsáveis pelo crescimento nacional.

Somente em junho, a Indonésia exportou US$ 25,46 bilhões em mercadorias, aumento de 8,84% na comparação anual. O valor exportado da categoria HS15 cresceu 10,45%. Ateng Hartono, responsável adjunto pelas estatísticas de distribuição e serviços do BPS, afirmou que os preços internacionais mais altos do CPO tiveram efeito positivo sobre a receita de exportação do país.

Óleo de palma supera outras commodities importantes

O óleo de palma também permaneceu como um dos principais motores do comércio indonésio sem petróleo e gás. Dados do BPS citados pela ANTARA mostram que CPO e derivados, ferro e aço e carvão responderam juntos por cerca de 28,30% dessas exportações no primeiro semestre de 2026. Entre os três grupos, o CPO registrou o maior crescimento em valor, de 7,32%. Ferro e aço recuaram 0,16%, enquanto o carvão avançou apenas 0,63%.

As exportações de produtos agrícolas, florestais e pesqueiros somaram US$ 485,8 milhões em junho. Entre janeiro e junho, atingiram US$ 2,59 bilhões, aumento anual de 1,84%. Para produtores e processadores de palma, a orientação do governo aponta para maior ênfase na capacidade de refino e fabricação. As informações disponíveis não especificam novas fábricas, compromissos de investimento ou metas de processamento. Ainda assim, mostram a justificativa comercial: o valor exportado do óleo de palma cresce mais rapidamente que o de várias outras commodities centrais, e a escala produtiva da Indonésia oferece uma ampla base de matéria-prima para produtos de maior valor.

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