Indonésia lança o primeiro mandato mundial de biodiesel de palma B50
A Indonésia torna-se o primeiro país a elevar para 50% a proporção de óleo de palma no seu diesel, passando do padrão B40 para o B50. Segundo as autoridades, o consumo de óleo de palma bruto subirá para 17 milhões de toneladas, as importações de diesel cairão e a economia chegará a 170 trilhões de rupias por ano.
Indonésia passa a um diesel com 50% de óleo de palma
A Indonésia tornou-se o primeiro país do mundo a exigir diesel com 50% de óleo de palma, elevando a mistura obrigatória do padrão anterior B40 para o B50. O ministro da Energia, Bahlil Lahadalia, afirmou que a proporção de óleo de palma no diesel nacional sobe de 40% para 50%. O presidente Prabowo Subianto anunciou a medida em 10 de julho, descrevendo o programa B50 como prova de que a Indonésia pode usar seus próprios recursos naturais em benefício do povo, além de um passo rumo à independência energética e à redução das importações de combustível.
Maior demanda por óleo de palma
Como maior produtor mundial de óleo de palma, a Indonésia dispõe da matéria-prima para sustentar o programa. No padrão B50, o diesel é misturado com 50% de óleo de palma e 50% de diesel fóssil. Segundo o overclockers.ru, que cita o ministro da Energia, a maior mistura eleva o consumo de óleo de palma bruto do país de 15,2 milhões de toneladas para 17 milhões de toneladas. Essa demanda adicional — cerca de 1,8 milhão de toneladas de óleo de palma bruto por ano — é destinada ao abastecimento interno de combustível, e não à exportação.
Economia em importações e proteção de preços
As autoridades apresentam a medida sobretudo como uma questão de segurança energética. Ao substituir mais diesel fóssil importado por biocombustível produzido internamente, o governo espera reduzir a dependência do fornecimento estrangeiro. Um observador do setor de energia citado pelo rm.id afirmou que a adoção do B50 fortalece a resiliência energética, reduz as importações de diesel e pode economizar divisas de até 170 trilhões de rupias por ano. Ele também argumentou que uma maior proporção de biocombustível nacional reduz a exposição do país às oscilações dos preços mundiais do petróleo, já que uma parte maior do combustível vem do óleo de palma local, e não do petróleo importado.
Agricultores e o caminho para o B60
O ministro da Energia, Bahlil Lahadalia, afirmou, segundo o investor.id, que o programa B50 pode ter impacto positivo na economia dos produtores de óleo de palma ao ampliar a demanda interna pela sua safra. A mistura foi fixada em 50% depois que o presidente Prabowo Subianto pressionou por um teor de óleo de palma bem mais alto; o governo pediu que se mantivesse a mistura em 50%, deixando aberta a possibilidade de elevá-la a 60% no futuro.
- Mistura elevada de B40 (40% de óleo de palma) para B50 (50%)
- Uso de óleo de palma bruto de 15,2 para 17 milhões de toneladas
- Possível economia de divisas de até 170 trilhões de rupias por ano
- Possível aumento futuro da proporção de óleo de palma para 60%
O governo espera que a transição aumente o processamento de óleo de palma, fortaleça a segurança energética e, com o tempo, permita à Indonésia dispensar completamente as importações de combustível. As empresas devem esgotar seus estoques restantes de B40 até setembro antes de migrar por completo para o novo padrão.