Após o biodiesel B50, Indonésia mira gasolina de cultivos em até quatro anos
O presidente Prabowo Subianto fixou a meta de a Indonésia produzir gasolina a partir de óleo de palma e etanol de mandioca, milho e sorgo em três a quatro anos. Ele disse que o plano se apoia no recente lançamento do biodiesel B50 e que o país deixou de importar diesel neste mês.
Prabowo fixa meta de três a quatro anos para gasolina de origem vegetal
O presidente Prabowo Subianto afirmou que a Indonésia pretende produzir gasolina a partir de insumos agrícolas nos próximos três a quatro anos, enquadrando o plano em um esforço mais amplo para reforçar a segurança energética nacional e, ao mesmo tempo, elevar a renda dos agricultores. Segundo o kumparan.com, ele descreveu o combustível de origem vegetal como a próxima etapa de um programa de bioenergia já em andamento, ao discursar no Dia das Cooperativas (Hari Koperasi), no domingo, 12 de julho.
O governo iniciou essa virada com o lançamento do biodiesel B50, um combustível misturado com 50 por cento de óleo de palma. Prabowo disse que o programa, lançado apenas alguns dias antes, serve de base para o desenvolvimento de outros combustíveis de origem vegetal. "Há poucos dias lançamos o B50, diesel com 50 por cento de óleo de palma. Os produtores de palma estão na Indonésia. O óleo de palma está na Indonésia", declarou, conforme citado pelo kumparan.com.
Importação de diesel interrompida neste mês
Prabowo afirmou que, a partir deste mês, a Indonésia não importa mais diesel (solar) do exterior. Ao mesmo tempo, disse ele, o governo e o meio acadêmico estão desenvolvendo gasolina a partir de óleo de palma, além de etanol derivado de produtos agrícolas como mandioca, milho e sorgo.
"A partir deste mês, não importamos mais diesel do exterior. E nossos professores estão agora desenvolvendo gasolina a partir de óleo de palma. Etanol de mandioca, de milho, de sorgo, tudo da terra", declarou, segundo o kumparan.com. O veículo econômico kabar24.bisnis.com informou que, após o lançamento do B50, Prabowo espera que a Indonésia consiga produzir combustível a partir de mandioca e sorgo no prazo de três anos.
Nova demanda por produtos agrícolas
Segundo Prabowo, desenvolver combustível a partir de cultivos visa não só reduzir a dependência da energia fóssil, mas também abrir novos mercados para a produção agrícola nacional. À medida que cresce a necessidade de insumos para bioenergia, espera-se que a demanda por produtos agrícolas aumente em paralelo.
Ele disse que, se a meta for cumprida, os agricultores de diversos cultivos obteriam maior benefício econômico, pois suas colheitas seriam absorvidas como insumo energético. "Então espero que, em mais três a quatro anos, também possamos produzir gasolina a partir de plantas. Isso significa que os produtores de mandioca viverão com prosperidade. Os produtores de milho viverão com prosperidade", disse Prabowo, conforme citado pelo kumparan.com.
Efeito multiplicador na economia
Prabowo acrescentou que se espera que o impulso à bioenergia gere um efeito multiplicador para a economia nacional. Além de reforçar a autossuficiência energética, ele disse acreditar que a política é capaz de elevar a renda dos agricultores em diferentes regiões do país.
"Os agricultores de toda a Indonésia darão o seu melhor pela nação e por suas próprias famílias", afirmou, segundo o kumparan.com.
O que isso significa para o comércio
Para importadores e exportadores, a direção é significativa. A Indonésia é a maior produtora mundial de óleo de palma, e desviar mais óleo de palma bruto (CPO) para o combustível interno por meio do B50 e de uma eventual gasolina à base de palma reduziria o volume disponível para exportação. O plano de construir capacidade de etanol a partir de mandioca, milho e sorgo aponta para uma demanda interna crescente por esses cultivos. As fontes não revelaram volumes de produção, valores de investimento nem datas firmes de início do programa de gasolina, além da meta de três a quatro anos e da declaração de que a importação de diesel foi interrompida neste mês.