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Indonésia planeja importar 1 milhão de bovinos reprodutores da Europa e do Brasil

A Indonésia prepara um regulamento presidencial para acelerar a importação de 1 milhão de bovinos reprodutores, tendo Europa e Brasil entre os possíveis fornecedores. O governo pretende ampliar o rebanho nacional e alcançar a autossuficiência em carne bovina e de búfalo dentro de cinco a seis anos.

Indonésia planeja importar 1 milhão de bovinos reprodutores da Europa e do Brasil

Regulamento presidencial em preparação

A Indonésia prepara um regulamento presidencial para viabilizar a importação de 1 milhão de bovinos reprodutores, como parte do esforço para ampliar o rebanho nacional e reduzir a dependência de carne bovina importada. O ministro coordenador de Assuntos Alimentares, Zulkifli Hasan, afirmou que a norma proposta aceleraria o desenvolvimento pecuário e criaria a base jurídica para a cooperação com países fornecedores.

Segundo o Liputan6, o governo considera países europeus e o Brasil como possíveis origens. Zulkifli ressaltou que obter animais reprodutores não seria fácil, indicando que a disponibilidade e as negociações com fornecedores podem afetar a execução. O governo ainda não divulgou o cronograma de compras, as raças pretendidas, a distribuição dos volumes entre fornecedores ou o custo esperado.

O plano trata de gado para reprodução, e não de animais adquiridos apenas para abate imediato. A entrada de fêmeas produtivas pode ampliar o rebanho indonésio ao longo de sucessivos ciclos reprodutivos. O impacto sobre a oferta de carne, porém, dependerá das taxas de reprodução, da sanidade animal, da capacidade das fazendas e do tempo necessário para levar os bezerros ao peso de mercado.

Autossuficiência dentro de cinco a seis anos

O presidente Prabowo Subianto reconheceu que a Indonésia ainda não é autossuficiente em carne bovina ou de búfalo. Durante a sessão anual da Assembleia Consultiva do Povo e uma sessão conjunta do Legislativo nacional, realizadas em Jacarta em 14 de agosto de 2026, ele disse que o governo procurava tecnologias e parceiros para aumentar a produção pecuária. A meta é atender à demanda nacional pelas duas carnes dentro de cinco a seis anos.

De acordo com o Liputan6, Prabowo também citou a tecnologia de clonagem como possível forma de acelerar o crescimento da população bovina indonésia. Não foram apresentados detalhes operacionais sobre escala, prazo, instituições ou raças envolvidas. A proposta permanece, portanto, separada do trabalho mais imediato para criar a base legal destinada à importação de reprodutores.

O governo afirma que a Indonésia já alcançou a autossuficiência em oito alimentos importantes: arroz, milho, açúcar para consumo, carne de frango, ovos, chalota, pimentas grandes e pimentas pequenas picantes. A carne bovina e de búfalo continua fora desse grupo, tornando a expansão do rebanho uma das pendências da política alimentar de Jacarta.

Efeitos para fornecedores e produtores nacionais

Uma encomenda de 1 milhão de bovinos reprodutores criaria grandes exigências de fornecimento e logística. Os exportadores precisariam entregar animais que cumpram os padrões indonésios de reprodução e sanidade, enquanto capacidade de transporte, procedimentos de quarentena e controles veterinários seriam centrais para a execução. O regulamento proposto deve fundamentar a cooperação com países fornecedores, mas as condições comerciais ainda não foram anunciadas.

Para os produtores indonésios, o programa pode ampliar o acesso a animais reprodutores e sustentar um aumento da produção nacional de bezerros. O efeito comercial também dependerá da distribuição dos animais importados, da disponibilidade de ração e serviços veterinários e da velocidade com que os descendentes chegarão à cadeia da carne. Até a confirmação do regulamento, dos acordos e do cronograma, 1 milhão de cabeças representa uma meta de política pública, e não um programa de compras concluído.

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