BULOG calcula em 4,8 milhões de toneladas o arroz estocado na Indonésia após vistoria no mercado de Cipinang
A estatal de logística Perum BULOG e a Comissão IV do Parlamento da Indonésia vistoriaram em 2 de outubro de 2026 o maior mercado de arroz do país, o Pasar Induk Beras Cipinang, no leste de Jacarta. A BULOG estimou em cerca de 4,8 milhões de toneladas o arroz que administra em âmbito nacional, enquanto o instituto estatístico BPS registrou 43,89 milhões de toneladas de arroz em casca seco até agosto. Segundo as autoridades, o país não importa mais arroz.
A estatal de logística Perum BULOG e a Comissão IV do Parlamento da Indonésia (DPR RI) fizeram na sexta-feira, 2 de outubro de 2026, uma vistoria sem aviso prévio no mercado atacadista Pasar Induk Beras Cipinang (PIBC), no leste de Jacarta, e relataram estoques abundantes, abastecimento sem interrupções e preços sob controle no maior polo de comércio de arroz do país. A BULOG estimou em cerca de 4,8 milhões de toneladas o arroz que administra em âmbito nacional, volume que cobre tanto as atribuições do governo quanto o arroz comercial.
Vistoria no termômetro nacional de preços
Segundo o detikcom, a vistoria tinha como objetivo verificar diretamente a disponibilidade, o abastecimento, a qualidade e os preços em um dos principais termômetros do comércio nacional de arroz. A delegação inspecionou bancas e armazéns dos comerciantes e conversou com eles para obter um retrato factual da dinâmica do mercado. Os estoques foram descritos como suficientes e com boa rotação, com mercadoria vinda dos polos produtores de Java Ocidental, Java Central e Java Oriental.
A visita foi conduzida pela presidente da Comissão IV, Siti Hediati Hariyadi, conhecida como Titiek Soeharto, e contou com o diretor-presidente da BULOG, Ahmad Rizal Ramdhani, o secretário-geral da Agência Nacional de Alimentação (Bapanas), Ito Hediarto, o vice-presidente da Bapanas para disponibilidade e estabilização alimentar, Hermawan, o presidente da associação de engenhos de arroz PERPADI, a força-tarefa policial de alimentos e a associação de comerciantes APPSI. “Estamos aqui para garantir que os estoques de arroz são suficientes, existem e estão seguros, e que os preços seguem estáveis e acessíveis à população”, disse Titiek Soeharto, segundo a Majalah Hortus. Ela afirmou que os armazéns atrás das bancas guardam grandes volumes, que a rotação é boa e que não encontrou arroz com gorgulho ao percorrer o mercado.
Estoque de 4,8 milhões de toneladas e os volumes diários
Ahmad Rizal Ramdhani apresentou o estoque como a base para atender à demanda por arroz de qualidade média e premium e desmentiu os rumores de escassez. Os números que ele apresentou sobre os fluxos diários mostram que parcela do mercado a BULOG efetivamente alcança:
- cerca de 4,8 milhões de toneladas de arroz administradas pela BULOG em todo o país;
- aproximadamente 507 toneladas diárias de arroz premium para toda a Indonésia, em torno de 10% das necessidades nacionais, com os 90% restantes abastecidos pela iniciativa privada, segundo o detikFinance;
- até 4.000 toneladas por dia distribuídas pelo programa de estabilização de oferta e preços de alimentos (SPHP).
Dados de produção e o fim das importações
A estabilidade do abastecimento coincide com o avanço da produção nacional. O instituto estatístico BPS registrou até agosto de 2026 uma produção de 43,89 milhões de toneladas de arroz em casca seco, enquanto o arroz destinado ao consumo das famílias subiu para 25,29 milhões de toneladas, informou o detikFinance.
“O importante é que não importamos mais. Tudo já é produzido internamente”, afirmou Titiek Soeharto, acrescentando que uma produção maior deve se traduzir em renda melhor para os agricultores. O ministro da Agricultura, Andi Amran Sulaiman, atribuiu a safra à intervenção contínua do Estado, com bombas de irrigação e reforço de insumos diante dos extremos climáticos: “Vamos a campo, instalamos bombas, não podemos desistir. Não podemos deixar o agricultor sozinho, temos de agir.”
Preços, auxílio alimentar e a questão do poder de compra
Os preços em Cipinang recuaram. O detikFinance relatou queda de 400 a 500 rupias por quilo após a distribuição de cestas de auxílio alimentar de 30 quilos a famílias dos quatro decis de renda mais baixos, e disse que os estoques bastam até o ano que vem, apoiados na safra abundante. A Comissão IV, segundo a Antara, enfatizou a fluidez da distribuição dos produtores até os consumidores via PIBC: estoque elevado não garante preço acessível se a logística dos engenhos e dos armazéns da BULOG até o varejo travar.
Nem toda a imprensa aceitou a mensagem tranquilizadora. O Koran Jakarta questionou por que o arroz segue caro se a reserva realmente chega a 4,8 milhões de toneladas. A BULOG informou que vai continuar reforçando a fiscalização e a coordenação com o governo, a Comissão IV, a Bapanas, a força-tarefa policial de alimentos e os comerciantes privados para manter disponibilidade e preços acessíveis em todo o país, e que seu foco está em mover o arroz rapidamente da origem ao consumidor, não apenas no tamanho do estoque.