Demanda de biodiesel eleva em 13,59% o consumo de óleo de palma na Indonésia
O setor indonésio de biodiesel consumiu 1,285 milhão de toneladas de óleo de palma em julho de 2026, alta de 13,59% ante junho. O avanço elevou o consumo doméstico apesar da retração nos segmentos alimentar e oleoquímico, enquanto as exportações caíram 2,67%.
Biodiesel sustenta o crescimento do consumo em julho
O consumo de óleo de palma da Indonésia aumentou em julho de 2026, com o setor de biodiesel absorvendo mais matéria-prima. O mercado doméstico de energia ganhou, assim, maior peso no balanço de oferta do país. Segundo dados da GAPKI publicados pela InfoSAWIT, o consumo nacional atingiu 2,275 milhões de toneladas, alta de 3,35% sobre os 2,201 milhões de junho.
O biodiesel respondeu por 1,285 milhão de toneladas, 13,59% acima dos 1,131 milhão do mês anterior. Foi a maior variação entre os três principais usos domésticos acompanhados. O consumo do setor alimentar caiu 8,31%, para 805 mil toneladas, enquanto o uso oleoquímico recuou 3,65%, para 185 mil toneladas.
Produção aumenta e exportações recuam
Os dados mensais mostram que a expansão do consumo interno veio do biodiesel, e não de um crescimento generalizado das indústrias consumidoras. Mukti Sardjono, diretor-executivo da GAPKI, afirmou que a necessidade do setor de biodiesel foi o principal suporte da demanda doméstica por óleo de palma em julho.
A produção também cresceu, mas em ritmo inferior ao consumo para biodiesel. A produção de óleo de palma bruto chegou a 4,904 milhões de toneladas, 1,68% acima de junho. A produção de óleo de palmiste passou de 449 mil para 466 mil toneladas. A produção conjunta de CPO e PKO somou 5,370 milhões de toneladas, alta de 1,87% ante os 5,272 milhões do mês anterior.
As exportações seguiram no sentido oposto. A Indonésia embarcou 3,188 milhões de toneladas de produtos de palma em julho, queda de 2,67% frente aos 3,275 milhões de junho. O aumento simultâneo da produção e do consumo interno não significa que todo o volume adicional tenha permanecido no país. Ainda assim, a retração dos embarques reforça a importância do biodiesel para calcular a oferta disponível aos compradores externos.
Demanda energética ganha peso no balanço
A Indonésia encerrou julho com estoques de 2,758 milhões de toneladas, segundo a GAPKI. Esse volume funciona como proteção entre produção, consumo nacional e exportações, especialmente com a maior participação do uso energético. Para refinarias, produtores de biodiesel e exportadores, a trajetória dos estoques indicará se o avanço da demanda interna está restringindo a oferta externa.
Os números acumulados também apontam para crescimento persistente. O consumo doméstico totalizou 15,219 milhões de toneladas entre janeiro e julho de 2026, 6,38% acima dos 14,306 milhões do mesmo período do ano anterior. O biodiesel absorveu 7,857 milhões de toneladas, ante 7,232 milhões entre janeiro e julho de 2025.
Os dados de julho, isoladamente, não permitem concluir se o consumo de biodiesel manterá o mesmo ritmo até o fim do ano. Eles mostram, porém, que a demanda energética da Indonésia já afeta diretamente o equilíbrio entre estoques, processamento e exportações. Os participantes do comércio exterior precisarão acompanhar o consumo do biodiesel junto com a produção, pois uma oferta maior não representa automaticamente mais volume exportável.
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