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Indonésia mobiliza 1,3 milhão de toneladas de arroz da Bulog para conter preços

A Indonésia está ampliando a venda nacional de arroz subsidiado SPHP por meio da Bulog, com meta de até 1,3 milhão de toneladas até dezembro de 2025. A intervenção busca reduzir os preços no varejo e manter o preço público de compra do arroz em casca em Rp6.500 por quilograma.

Indonésia mobiliza 1,3 milhão de toneladas de arroz da Bulog para conter preços

Governo coloca arroz no mercado por meio da Bulog

A Indonésia está ampliando as operações de mercado em todo o país por meio da agência estatal de logística Perum Bulog para conter a alta do preço do arroz ao consumidor. O ministro da Agricultura, Andi Amran Sulaiman, afirmou que as autoridades estão liberando 1,3 milhão de toneladas no âmbito do programa de Estabilização da Oferta e dos Preços dos Alimentos, conhecido como SPHP.

Segundo a ANTARA, o arroz é oferecido a preços acessíveis de Rp12.000 a Rp12.500 por quilograma em uma intervenção determinada pelo presidente Prabowo Subianto. Amran disse que a operação já havia contribuído para a queda dos preços em 13 províncias e que o governo esperava novos recuos com a continuidade da distribuição.

O programa nacional utiliza vários canais de venda, sem depender apenas dos mercados tradicionais. A Bulog abastece varejistas, cooperativas Merah Putih de aldeias e bairros urbanos, pontos apoiados por governos regionais, feiras de alimentos a preços baixos, empresas estatais e órgãos públicos. Essa rede procura aproximar os estoques governamentais dos consumidores em todo o arquipélago.

Limites regionais refletem custos logísticos

O arroz SPHP é vendido sob três faixas regionais de preço máximo no varejo. O limite é de Rp12.500 por quilograma na zona 1, que abrange Java, Lampung, Sumatra do Sul, Bali, Sonda Ocidental e Sulawesi. Ele sobe para Rp13.100 na zona 2, formada pelo restante de Sumatra, Sonda Oriental e Kalimantan, e para Rp13.500 na zona 3, que inclui as Molucas e Papua.

As diferenças entre os limites mostram o desafio logístico de uma intervenção nacional em uma economia insular. O efeito sobre os gastos das famílias dependerá não apenas do volume anunciado, mas também da velocidade e do alcance geográfico das entregas, sobretudo nas regiões com custos de transporte mais altos.

O chefe da Agência Nacional de Alimentos, Arief Prasetyo Adi, informou que a distribuição acumulada do SPHP chegou a 239,5 mil toneladas até a terceira semana de agosto de 2025. Desse total, 181,1 mil toneladas foram distribuídas em janeiro e fevereiro. O governo suspendeu temporariamente as vendas durante a safra principal para impedir que o arroz subsidiado pressionasse o preço do arroz em casca, exceto em áreas específicas como Papua, onde os subsídios continuaram.

Apoio ao consumidor combinado com proteção ao produtor

As entregas foram retomadas em julho, com meta de até 1,3 milhão de toneladas nesta fase até dezembro de 2025. A distribuição da terceira fase havia alcançado 58,4 mil toneladas em 22 de agosto de 2025. O programa SPHP para todo o ano de 2025 havia sido inicialmente planejado com uma meta de 1,5 milhão de toneladas.

A pausa durante a colheita evidencia o duplo objetivo da política. Além de oferecer arroz mais barato aos consumidores, o governo elevou o preço de compra do arroz em casca para Rp6.500 por quilograma, a fim de proteger os agricultores. Amran associou a medida à melhora do índice de termos de troca dos produtores, embora a ANTARA não tenha informado o valor do indicador.

A Indonésia mantém mais de 4 milhões de toneladas em reservas públicas de arroz, ante pouco mais de 1 milhão de toneladas em 2023–2024, quando o país importou arroz. O estoque maior amplia a capacidade de intervenção da Bulog, mas uma redução duradoura dos preços exigirá entregas regulares sem enfraquecer o preço mínimo do produto nacional. Para produtores e comerciantes, o momento das liberações será tão importante quanto o volume total.

Análise completa do mercado

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