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Índia reduz para 15 dias o limite de estoques de açúcar após alta dos preços

A Índia limitará os estoques de grandes negociantes e consumidores de açúcar a 15 dias de necessidade entre 1º de setembro e 30 de novembro, ante 30 dias anteriormente. A medida acompanha a forte alta dos preços no atacado e no varejo antes da temporada de festividades e a incerteza sobre os estoques iniciais de 2026–2027.

Índia reduz para 15 dias o limite de estoques de açúcar após alta dos preços

Limite é reduzido pela metade antes das festividades

O governo central da Índia endureceu as regras para estoques de açúcar diante da alta dos preços antes da principal temporada de festividades do país. Segundo o Moneycontrol Hindi, negociantes que comercializem ou utilizem mais de 10 toneladas métricas de açúcar por mês poderão manter apenas o equivalente a 15 dias de suas necessidades. A regra valerá de 1º de setembro a 30 de novembro.

O governo havia fixado o teto em 30 dias apenas um mês antes. Ao reduzi-lo pela metade, pretende manter mais açúcar disponível no mercado aberto e limitar o acúmulo de grandes volumes pelos comerciantes. A medida cobre um período em que a demanda costuma crescer por causa do Ganesh Chaturthi, Dussehra e Diwali, quando famílias e fabricantes de doces, biscoitos e produtos de confeitaria ampliam as compras.

Preços no varejo e nas usinas atingem novas máximas

O Moneycontrol Hindi informou que o açúcar era vendido por até 65 rupias por quilograma. Uma reportagem do Dainik Jagran citada pelo veículo apontou preço de atacado de 64 rupias por quilograma e preço de varejo de 65-66 rupias nos mercados de Muzaffarpur, Uttar Pradesh. Em 10 dias, esses mercados registraram alta de até 200 rupias por quintal.

Dados do setor citados pelo Moneycontrol Hindi mostraram preço médio nacional à saída da usina de 5.400-5.500 rupias por quintal na terça-feira, ante cerca de 3.900 rupias um ano antes. Dados do Ministério de Assuntos do Consumidor situaram o preço médio no varejo em 52,30 rupias por quilograma em 18 de agosto, contra 46,34 rupias no ano anterior, avanço de aproximadamente 13%. A publicação também informou uma elevação de cerca de 10% no último mês.

A alta afeta mais do que o orçamento das famílias. A Índia é o maior consumidor mundial de açúcar, e o encarecimento da matéria-prima pressiona fabricantes de doces, produtos de panificação e confeitaria durante seu período mais intenso de compras. O limite menor pode acelerar a rotação dos estoques, mas seu efeito sobre os preços dependerá do volume físico disponível antes da próxima temporada de moagem.

Estimativas de estoques iniciais indicam balanço apertado

A temporada açucareira de 2026–2027 começará em 1º de outubro, durante a vigência do controle. Estimativas da indústria citadas pelo Moneycontrol Hindi apontam estoques iniciais de 4-4,2 milhões de toneladas, enquanto alguns pesquisadores projetam apenas 3,2-3,5 milhões de toneladas. As duas faixas ficam abaixo das necessidades domésticas estimadas em cerca de 5 milhões de toneladas para o período relevante.

Na atual temporada de 2025–2026, a disponibilidade total é estimada em aproximadamente 32 milhões de toneladas e o consumo doméstico em cerca de 28,5 milhões de toneladas. Após exportações próximas de 700 mil toneladas, os estoques finais podem cair para aproximadamente 3,5 milhões de toneladas. Esses números obrigam o governo a equilibrar o controle dos preços ao consumidor com as necessidades de abastecimento dos processadores e de outros grandes compradores.

As condições agrícolas acrescentam outra incerteza. Segundo o Moneycontrol Hindi, chuvas irregulares e tempo seco afetaram a cana-de-açúcar em algumas regiões produtoras. Se a produtividade ficar abaixo do esperado, a produção e a disponibilidade de açúcar poderão sofrer pressão adicional na nova temporada. Enquanto o limite de 15 dias estiver em vigor, o governo precisará acompanhar os estoques dos negociantes, os preços no varejo e a entrada da nova safra.

Análise completa do mercado

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