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Preços do açúcar na saída das usinas caem cerca de 30% na Índia e usinas pedem MSP de 45 rupias por quilo

Os preços do açúcar na saída das usinas na Índia recuaram cerca de 30% em relação ao pico de agosto, para aproximadamente 4.450 rupias por quintal, enquanto os preços no varejo caíram de 11% a 12%, para cerca de 57,50 rupias por quilograma. As associações ISMA e NFCSF voltaram a pedir que o preço mínimo de venda suba para 45 rupias por quilo, enquanto o NITI Aayog propõe elevá-lo de imediato das atuais 31 para 40 rupias.

Preços do açúcar na saída das usinas caem cerca de 30% na Índia e usinas pedem MSP de 45 rupias por quilo

Os preços do açúcar na Índia caíram com força em setembro ao longo de toda a cadeia de valor: os preços na saída das usinas estão cerca de 30% abaixo do pico recente e os do varejo recuaram de 11% a 12%, segundo o Business Standard. Nesse cenário, as usinas voltaram a pedir ao governo central que eleve o preço mínimo de venda (MSP) do açúcar para 45 rupias por quilograma.

A queda ocorre após o aperto da fiscalização estatal sobre o mercado. Com estoques abundantes no sistema e regras mais rígidas para as vendas das usinas, espera-se que os preços permaneçam contidos ao longo da temporada de festividades. Além disso, a nova safra de cana está prestes a começar, o que deve acrescentar pressão baixista às cotações.

Preços na saída das usinas recuam do pico de agosto

Em comunicado conjunto, a Indian Sugar and Bio-Energy Manufacturers Association (ISMA) e a National Federation of Cooperative Sugar Factories (NFCSF) afirmaram que os preços subiram ligeiramente entre 17 e 31 de agosto. Nesse intervalo, as usinas venderam apenas 722.000 toneladas de açúcar, a um preço médio de 4.996,98 rupias por quintal na saída da usina, ou cerca de 50 rupias por quilograma. Essa média caiu desde então para aproximadamente 4.450 rupias por quintal, patamar que as associações apontam como cerca de 30% abaixo do pico.

As duas entidades argumentam que a alta foi curta e restrita. O volume vendido aos preços mais altos correspondeu a menos de 2,5% do consumo interno anual da Índia, de cerca de 28,5 milhões de toneladas. A elevação durou apenas sete a oito dias e, segundo as associações, nem os produtores de cana nem as usinas capturaram o ganho. Mais de 97,5% da necessidade anual do país foi vendida a preços normais ou inferiores, o que o setor cita como prova de que não pode ser responsabilizado pela alta.

Varejo recua de 11% a 12%

O açúcar no varejo chegou a 65 rupias por quilograma no mês passado antes de recuar. As associações estimam a média nacional no varejo em cerca de 57,50 rupias por quilograma após queda de 11% a 12%. As médias de varejo por estado divulgadas pelas entidades do setor são as seguintes.

  • Uttar Pradesh: 55,09 rupias por quilograma
  • Délhi: 55 rupias por quilograma
  • Maharashtra: 56,74 rupias por quilograma
  • Karnataka: 56,19 rupias por quilograma
  • Tamil Nadu: 57,45 rupias por quilograma

Uma década sem revisão do MSP

O presidente da NFCSF, Harshvardhan Patil, afirmou que a indústria açucareira enfrenta pressão financeira porque o preço mínimo de venda não é elevado há quase uma década, e reiterou o pedido da federação para fixá-lo em 45 rupias por quilograma. Acrescentou que a breve alta de preços não trouxe benefício ao setor e que o açúcar precisa de um mecanismo de precificação duradouro e estável.

Além da elevação do MSP, a federação pediu apoio financeiro às usinas cooperativas, reestruturação de suas dívidas e o lançamento de um novo programa de crédito subsidiado.

NITI Aayog propõe 40 rupias por quilograma

O NITI Aayog enviou ao governo central uma recomendação de política sobre o futuro econômico da indústria açucareira e dos 50 milhões de produtores de cana do país. Em seu relatório mais recente, entregue ao Ministério da Alimentação e Distribuição Pública, o grupo de trabalho agrícola do órgão propôs elevar imediatamente o preço mínimo de venda do açúcar das atuais 31 rupias por quilograma para 40 rupias.

Usinas e organizações de produtores apontam a diferença crescente entre os preços dos insumos e os do produto final. Desde 2019, o governo elevou o preço justo e remunerador (FRP) da cana de 275 para 365 rupias por quintal, alta de 33%, enquanto o preço mínimo de venda do açúcar permaneceu no nível de 2019, em 31 rupias por quilograma.

Análise completa do mercado

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