Importações de melancia e melão chegam a 9.100 toneladas em Kuban e 2.300 em Altai
O território de Krasnodar importou 9.100 toneladas de melancias e melões desde o início de 2026, principalmente da Turquia. Altai recebeu mais de 2.300 toneladas entre janeiro e junho, volume próximo ao do ano anterior.
Dois corredores regionais de abastecimento
Duas regiões fronteiriças russas estão recebendo volumes relevantes de melancias e melões sazonais por corredores comerciais distintos. O território de Krasnodar importou 9.100 toneladas desde o início de 2026, enquanto empresas do território de Altai compraram mais de 2.300 toneladas entre janeiro e junho.
O Kommersant informou que a Turquia foi o principal fornecedor de Krasnodar. Também houve embarques do Irã, Cazaquistão e Uzbequistão. O acesso de Kuban ao mar Negro e sua proximidade com a Turquia proporcionam aos importadores uma combinação de fornecedores diferente da utilizada pelas empresas do sul da Sibéria.
Volume de Altai permanece estável
Os principais países de origem das compras de Altai foram Uzbequistão, Cazaquistão e China, segundo a edição regional do Komsomolskaya Pravda, que citou a Alfândega de Altai. O Amic.ru, com dados da Administração Aduaneira da Sibéria, também informou que as importações superaram 2.300 toneladas nos primeiros seis meses de 2026. As duas publicações disseram que o volume foi comparável ao do mesmo período do ano anterior.
A estabilidade anual mostra que o número não representa uma aceleração das importações em Altai. Ele reflete a continuidade de um fluxo sazonal consolidado a partir de mercados asiáticos vizinhos. Uzbequistão e Cazaquistão dispõem de rotas terrestres estabelecidas, enquanto a China oferece outra fonte aos comerciantes que abastecem Altai e mercados consumidores próximos.
Mais de 25 caminhões de hortifrúti por dia
Mais de 25 caminhões carregados com frutas e hortaliças passam diariamente, em média, pelos postos da região. O número abrange o comércio hortifrutícola geral, e não apenas melancias e melões, mas indica a escala da rede rodoviária que sustenta as importações sazonais.
Não há controle aduaneiro nos postos da fronteira entre Rússia e Cazaquistão, afirmou Roman Palchak, primeiro vice-chefe da Alfândega de Altai. Desde 1º de junho de 2026, equipes móveis atuam no sistema nacional de confirmação de entregas esperadas. Segundo Palchak, as inspeções são seletivas, duram poucos minutos e não afetam a intensidade do tráfego de cargas.
Obras rodoviárias criam risco logístico
As transportadoras ainda podem enfrentar um gargalo no Cazaquistão. O Amic.ru informou que o posto rodoviário internacional de Auyl está em reconstrução. As obras podem dificultar a circulação na rodovia A-322 entre Barnaul, Rubtsovsk e a fronteira cazaque, especialmente nas proximidades do posto de Veseloyarsk.
Os dados regionais mostram condições distintas para importadores e distribuidores. Kuban registrou o maior volume e depende principalmente da Turquia, com oferta adicional do Irã e da Ásia Central. Altai movimenta um fluxo menor, porém estável, vindo do Uzbequistão, Cazaquistão e China. As inspeções seletivas limitam atrasos na fronteira, mas as obras rodoviárias ainda podem afetar os prazos de entrega de cargas altamente perecíveis. As reportagens disponíveis não apresentam preços, volumes por fornecedor nem números separados para melancias e melões. Por isso, não permitem determinar mudanças na composição dos embarques ou nos custos de importação.