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FAGE redesenha fábrica neerlandesa de iogurte de US$ 170 milhões e adia abertura para 2030

A FAGE redesenhou a futura fábrica de iogurte de cerca de US$ 170 milhões em Hoogeveen e agora prevê iniciar a operação até o fim de 2030. A revisão ocorre em meio à aceleração das vendas europeias e a resultados recordes do grupo em 2025.

FAGE redesenha fábrica neerlandesa de iogurte de US$ 170 milhões e adia abertura para 2030

Projeto neerlandês avança para 2030

A FAGE revisou o projeto e o cronograma da futura fábrica de iogurte no parque empresarial Riegmeer, em Hoogeveen, Países Baixos. Após sucessivos atrasos, a unidade de cerca de US$ 170 milhões deverá começar a operar até o fim de 2030, segundo Newmoney e OT. A fábrica foi planejada para abastecer diretamente os mercados europeus fora da Grécia e acrescentar capacidade anual de 40.000 toneladas.

As regras rígidas dos Países Baixos sobre emissões de nitrogênio levaram a FAGE a redesenhar a instalação para funcionar exclusivamente com eletricidade, eliminando o uso previsto de gás natural, informou o OT. O consumo estimado de água também foi reduzido de 2,5 milhões para 250.000 litros por dia. As mudanças alteram de maneira substancial as necessidades de energia e serviços da unidade, permitindo que o projeto continue sob as restrições ambientais locais.

O adiamento deixa a FAGE mais dependente da atual base produtiva grega para atender à crescente demanda europeia. Mais da metade dos iogurtes e das sobremesas lácteas produzidos pela empresa na Grécia já segue para mercados externos, segundo o Newmoney. A FAGE investiu US$ 22,4 milhões nas instalações gregas em 2025, ante US$ 12,2 milhões em 2024, e tinha compromissos de aproximadamente mais US$ 28,1 milhões para os dois anos seguintes.

Demanda europeia acelera

A nova capacidade neerlandesa está sendo planejada durante uma forte expansão dos negócios europeus da FAGE. Segundo o OT, as vendas na Europa cresceram 30,9% em 2025, de US$ 279,9 milhões para US$ 366 milhões, elevando a participação regional para 40,8% das vendas do grupo. O valor vendido aumentou 49,2% no Reino Unido e 26,3% na Itália, enquanto os volumes avançaram 43,7% e 16,6%, respectivamente.

A FAGE afirma liderar o mercado de iogurte natural de marca nos dois países, com participações de aproximadamente 24,9% no Reino Unido e 21,9% na Itália. A Grécia respondeu por apenas 9,5% do valor das vendas do grupo em 2025, mas continuou sendo um centro industrial importante. As vendas domésticas cresceram 13,1%, apesar da queda de 2,1% no volume, e a FAGE manteve participação de 17,3% em valor no mercado grego de iogurte industrializado.

A empresa também está enxugando o portfólio europeu. Em 2026, pretende lançar o FAGE Total 2% Lactose Free e ampliar a categoria de iogurte pronto com frutas, ao mesmo tempo que encerrará Kefir e BeFree. A estratégia direciona recursos para as marcas centrais e categorias com melhores perspectivas de crescimento e margem.

Lucro recorde sustenta investimento

As vendas da FAGE International cresceram 19,1% em 2025, de US$ 753,9 milhões para US$ 898,2 milhões. O volume total aumentou 15,4%, o lucro operacional avançou cerca de 83% para US$ 261,9 milhões e o lucro líquido subiu aproximadamente 85%, de US$ 112,3 milhões para US$ 208 milhões. A margem bruta passou de 46,9% para 52%, enquanto o EBITDA atingiu US$ 298 milhões, ante US$ 168 milhões no ano anterior.

A redução do custo das matérias-primas ajudou o resultado: o preço médio do leite pago pela FAGE caiu 14,3% nos Estados Unidos e 6,4% na Grécia. Os Estados Unidos permaneceram como o maior mercado, com 59,2% das vendas, e a receita local cresceu 12,2% para US$ 531,8 milhões. A FAGE informa participação de 29,5% no segmento norte-americano de iogurte natural de marca, enquanto a fábrica de Johnstown, Nova York, tem capacidade anual de 160.000 toneladas. O fluxo de caixa operacional de US$ 262,2 milhões e a posição de caixa de US$ 148,3 milhões no fim do ano oferecem ampla capacidade de financiamento ao grupo, que possui baixo endividamento, mas a expansão neerlandesa não aliviará a produção europeia antes do fim da década.

Análise completa do mercado

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