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Exportações russas de farinha de peixe podem chegar a US$ 160 milhões em 2026

As exportações russas de farinha de peixe cresceram 34% em termos anuais, para US$ 100 milhões, entre janeiro e abril de 2026, segundo o ZOL.ru. A Agroexport prevê US$ 160 milhões no ano, com demanda da China, do Japão, da Coreia do Sul e da Turquia.

Exportações russas de farinha de peixe podem chegar a US$ 160 milhões em 2026

Exportações crescem 34% em quatro meses

As exportações russas de farinha de peixe aumentaram 34% em valor na comparação anual entre janeiro e abril de 2026, chegando a US$ 100 milhões, informou o ZOL.ru. A Agroexport prevê que o total alcance US$ 160 milhões no ano. A projeção indica a continuidade de vendas externas relevantes para um produto usado principalmente como ingrediente rico em proteína em rações animais e aquícolas.

A relação entre o resultado dos primeiros quatro meses e a previsão anual merece atenção. Caso a estimativa de US$ 160 milhões se confirme, as exportações nos oito meses restantes somarão US$ 60 milhões. Portanto, o ritmo registrado entre janeiro e abril não precisa continuar até o fim do ano para que a projeção seja cumprida. A fonte não informa volumes embarcados, preços médios de exportação nem a contribuição de preços e quantidades, de modo que o crescimento de 34% não pode ser atribuído apenas ao aumento das vendas físicas ou à valorização do produto.

Compradores asiáticos lideram a demanda

A farinha de peixe russa encontra demanda na China, no Japão, na Coreia do Sul e na Turquia, segundo o ZOL.ru. Três dos quatro mercados identificados ficam na Ásia, próximos de grandes indústrias aquícolas e de fabricação de rações. A Turquia acrescenta um destino ligado ao mar Negro, ao Mediterrâneo e ao setor regional de alimentação animal. A fonte não detalha o valor ou a tonelagem enviados a cada país, impedindo uma classificação individual dos compradores.

Para produtores e exportadores russos, esse grupo de destinos oferece vários canais de venda e reduz a dependência de um único mercado identificado. Para importadores e fabricantes de rações, o produto russo amplia as opções de compra de um insumo cuja demanda está ligada à produção de peixes e outros animais. Sem dados por país sobre volumes, preços e contratos, não é possível identificar qual destino impulsiona a alta atual nem se o crescimento está distribuído de maneira uniforme.

Aquicultura pode ampliar o papel exportador

O crescimento da produção aquícola mundial está estimulando a demanda por farinha de peixe russa, afirmou a reportagem. A Associação Pan-Russa de Empresas Pesqueiras, Empresários e Exportadores prevê que a produção aquícola global cresça 20% nos próximos dez anos. Essa expansão elevaria a necessidade de rações e poderia sustentar a procura por farinha de peixe, embora a fonte não estime quanto desse mercado adicional os fornecedores russos poderiam conquistar.

A associação calcula que a farinha de peixe representa atualmente cerca de 3% das exportações russas de produtos pesqueiros e que sua participação pode chegar a 12,6% até 2030. O produto passaria, assim, a ocupar uma posição muito mais relevante na pauta exportadora do setor. O resultado dependerá da capacidade dos produtores de manter uma qualidade constante e atender compradores na China, no Japão, na Coreia do Sul e na Turquia. Os números apresentados dizem respeito ao valor e à composição das exportações, sem dados de capacidade produtiva. Para a indústria de rações, o principal sinal é o aumento da importância comercial, e não uma expansão já confirmada da produção física.

Análise completa do mercado

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