Receita russa com exportações de confeitaria cresce 12% para US$ 1,1 bilhão
A Rússia exportou mais de 315 mil toneladas de produtos de confeitaria, no valor de US$ 1,1 bilhão, nos primeiros sete meses de 2026. A receita cresceu 12%, puxada pelos chocolates e pelas vendas ao Cazaquistão, Belarus e Uzbequistão.
Receita de exportação chega a US$ 1,1 bilhão
A Rússia exportou mais de 315 mil toneladas de produtos de confeitaria nos primeiros sete meses de 2026, gerando US$ 1,1 bilhão em receita. O valor dos embarques cresceu 12% em relação ao mesmo período de 2025, informou a Interfax, com base em estimativas de especialistas do centro federal Agroexport. O órgão não divulgou uma comparação anual para o volume exportado, o que impede separar a contribuição de maiores quantidades daquela ligada a preços ou mudanças na composição das vendas.
O resultado mantém a trajetória de expansão dos produtos russos de confeitaria no exterior. Segundo a Agroexport, as exportações do setor cresceram 1,5 vez nos últimos cinco anos e superaram US$ 2 bilhões em 2025. O centro estima que o total anual poderá avançar mais um terço e atingir US$ 2,8 bilhões até 2030, caso a demanda mundial continue favorável e a indústria russa mantenha seu desenvolvimento.
Chocolate continua como maior categoria
Os produtos de chocolate lideraram a receita, com exportações de US$ 510 milhões, alta anual de 13%. As vendas externas de produtos de confeitaria à base de farinha e de panificação cresceram 10%, para US$ 465 milhões. Os produtos açucarados geraram US$ 149 milhões e registraram a maior expansão entre as três principais categorias, de 15%.
Os números mostram uma pauta relativamente equilibrada, embora o chocolate sozinho tenha respondido por quase metade da receita total. Os produtos à base de farinha e de panificação ficaram pouco atrás. A confeitaria açucarada continuou como a menor categoria em valor, mas o crescimento mais acelerado indica ganho de espaço na pauta exportadora.
Cazaquistão e Belarus concentram as compras
O Cazaquistão foi o maior comprador, com US$ 372 milhões em produtos russos, um aumento de 20% sobre o ano anterior. Belarus ocupou a segunda posição, com US$ 271 milhões e crescimento de 18%. Juntos, os dois mercados representaram bem mais da metade dos US$ 1,1 bilhão informados, reforçando a importância dos países vizinhos e das redes regionais de distribuição para os fabricantes russos.
A Agroexport informou que o Cazaquistão continuou sendo o principal importador de produtos russos à base de farinha e de chocolate, enquanto Belarus liderou as compras de confeitaria açucarada. O Uzbequistão completou os três maiores destinos, com embarques de US$ 87 milhões, 17% acima do mesmo período de 2025.
Os produtores russos forneceram confeitaria a mais de 90 países durante o período. Entre os destinos de crescimento mais rápido estavam o Kuwait, onde as vendas triplicaram; o Afeganistão, onde aumentaram mais de 1,5 vez; a Armênia, com alta de 23%; e o Vietnã, com 22%. A fonte não divulgou os valores absolutos desses quatro mercados, portanto não é possível calcular sua contribuição para o aumento total.
Fabricantes buscam expansão na Ásia e no Oriente Médio
A United Confectioners, holding formada por 16 empresas e integrante do grupo das 20 maiores companhias de confeitaria do mundo, é uma das principais exportadoras russas. Cerca de 12% de seu volume de vendas segue para o exterior. Sua rede alcança mais de 50 países da Comunidade dos Estados Independentes, Ásia, Oriente Médio, África e América Latina.
A empresa adapta o portfólio aos mercados externos e obteve certificações internacionais halal e kosher para produtos procurados nos destinos correspondentes. Alexey Nosenko, chefe de departamento da holding, apontou os mercados asiáticos, a China e os Emirados Árabes Unidos como prioridades de crescimento. A companhia também avalia parcerias com plataformas russas de comércio eletrônico e a abertura de uma loja-piloto da marca Alenka em países vizinhos.
Para os fabricantes, os dados indicam que os mercados próximos ainda garantem escala, enquanto a Ásia e o Oriente Médio oferecem crescimento adicional. Atingir a projeção de US$ 2,8 bilhões da Agroexport exigirá transformar os altos percentuais de avanço nos novos destinos em receita relevante, sem perder força no Cazaquistão, em Belarus e no Uzbequistão.
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