Exportações italianas de kiwi sobem 26,4% para 700 milhões de euros antes da Macfrut 2027
As vendas externas de kiwi italiano cresceram no ano passado 19,8% em volume e 26,4% em valor, para cerca de 700 milhões de euros, segundo o Il Sole 24 Ore. O kiwi será o produto símbolo da 44ª edição da Macfrut, em Rimini, em abril de 2027, com o Chile como país foco e o Piemonte como região parceira.
O kiwi como produto símbolo, o Chile como país foco e o Piemonte como região parceira: esses são os três eixos da 44ª edição da Macfrut, a feira internacional de frutas e hortaliças organizada pela Cesena Fiere, que acontece em abril de 2027 no Rimini Expo Center. O programa foi apresentado no Salone del Gusto, em Turim, informou o Il Sole 24 Ore.
Exportações de kiwi chegam a 700 milhões de euros
A Itália é a maior produtora europeia de kiwi, com safra de cerca de 400 mil toneladas, e a terceira do mundo, atrás apenas de China e Nova Zelândia. A produção se concentra em cinco regiões: Calábria, Emília-Romanha, Lácio, Vêneto e Piemonte, esta última região parceira da feira de 2027.
Segundo o Il Sole 24 Ore, as vendas externas de kiwi italiano cresceram no ano passado 19,8% em volume e 26,4% em valor, alcançando cerca de 700 milhões de euros. O desempenho transformou a fruta em um dos principais motores da exportação hortifrutícola italiana e explica sua escolha como produto símbolo da próxima edição.
Cinco destinos concentram a maior parte dos embarques:
- Alemanha, que absorve um quarto da exportação italiana de kiwi
- Espanha
- Bélgica
- França
- Estados Unidos
A diferença entre o crescimento em valor e em volume — 6,6 pontos percentuais — indica alta dos preços médios no período. A receita de exportação cresceu, portanto, mais rápido do que a tonelagem embarcada. O outro lado é a concentração da demanda: um único mercado leva um quarto dos embarques e cinco mercados cobrem a maior parte do restante, o que mantém os exportadores italianos presos a um grupo pequeno de compradores, quatro deles na União Europeia.
Chile: área de cereja quase dobra e exportação chega a 8,5 bilhões de dólares
O Chile será o país foco da Macfrut 2027. O Il Sole 24 Ore descreve o país como um caso de escola de especialização, construído sobre duas linhas de produto: cereja e frutas secas, especificamente avelãs e nozes.
Entre 2020 e 2025, a área plantada com cerejeiras no Chile passou de cerca de 39.600 hectares para quase 77.800 hectares, sustentada por investimentos maciços em inovação varietal.
A exportação acompanhou os plantios. As vendas chilenas de frutas e hortaliças ao exterior atingiram 8,5 bilhões de dólares em 2025, alta de 16% sobre o ano anterior, impulsionadas por forte presença no mercado chinês.
Para as empresas italianas, o Chile é concorrente nos mercados internacionais e, ao mesmo tempo, comprador relevante de tecnologia hortifrutícola, sobretudo máquinas de embalagem e sistemas de irrigação.
Compradores, máquinas e uma feira avícola em paralelo
A Macfrut 2027 terá três dias de duração no Rimini Expo Center, com programação voltada a mercados e pesquisa e com as rodadas b2b no centro. A edição anterior reuniu 900 compradores internacionais, com apoio do trabalho de prospecção da Italian Trade Agency.
A feira também cobrirá tecnologia ao longo de toda a cadeia, de embalagem e máquinas a sistemas de irrigação e soluções de pré e pós-colheita — justamente as categorias que os fornecedores italianos vendem em mercados como o chileno. No mesmo espaço ocorre a Fieravicola, única feira inteiramente dedicada à cadeia do frango e do ovo.