Exportações alimentares do Egito atingem recorde de US$ 3,771 bilhões
As exportações da indústria alimentar egípcia cresceram 10,5% em termos anuais e atingiram o recorde de US$ 3,771 bilhões no primeiro semestre de 2026. O chocolate gerou o maior aumento por produto, enquanto os países árabes e a União Europeia continuaram como os principais mercados regionais.
Exportações estabelecem recorde semestral
As exportações da indústria alimentar do Egito chegaram a US$ 3,771 bilhões entre janeiro e junho de 2026, o maior valor semestral já registrado pelo setor, segundo dados do Conselho de Exportação das Indústrias Alimentares citados pelo Mubasher. O total ficou 10,5% acima dos US$ 3,414 bilhões enviados no mesmo período de 2025, um acréscimo de US$ 357 milhões.
O crescimento acelerou no segundo trimestre. As exportações alcançaram US$ 2,007 bilhões, 13,2% acima dos US$ 1,773 bilhão de um ano antes, e responderam por cerca de 53% do total do semestre. O trimestre gerou 66% de todo o aumento acumulado em seis meses. No primeiro trimestre, os embarques somaram US$ 1,764 bilhão, alta anual de 7,5%, ou US$ 123 milhões.
O conselho informou que 108 mercados aumentaram as importações de alimentos processados egípcios. A ampliação da base geográfica e da pauta de produtos reduziu a dependência de um grupo limitado de destinos ou mercadorias e apoiou a estratégia do Egito de expandir as exportações não petrolíferas e a receita em moeda estrangeira.
Mercados árabes e europeus impulsionam a demanda
Os países árabes continuaram como o maior destino regional, recebendo US$ 1,737 bilhão em produtos alimentares egípcios, alta de 9,4% ante US$ 1,588 bilhão. Eles representaram cerca de 46% das exportações do setor. A União Europeia ficou em segundo lugar e registrou o crescimento mais rápido entre os principais grupos regionais: os embarques aumentaram 15,4% para US$ 852 milhões, cerca de 23% do total.
As exportações para os Estados Unidos cresceram 9,5% para US$ 255 milhões. Os embarques para países africanos não árabes ficaram praticamente estáveis em US$ 252 milhões, com alta de apenas 0,4%, formando o único grande grupo de destinos sem crescimento relevante. Outros mercados mundiais compraram US$ 676 milhões, um avanço de 11,8%. Países árabes e UE absorveram juntos cerca de 69% das exportações alimentares egípcias.
A Arábia Saudita foi o maior mercado individual, com US$ 308 milhões e crescimento de 18%. Os Estados Unidos vieram em seguida com US$ 255 milhões, enquanto Jordânia e Países Baixos receberam US$ 166 milhões cada. A Espanha teve o maior avanço percentual entre os principais destinos: as vendas quase dobraram, com alta de 94% para US$ 149 milhões e acréscimo de US$ 72 milhões. Os embarques também cresceram para China, Palestina, Iraque e Argélia, mas caíram em mercados como Alemanha, Líbano e Marrocos.
Chocolate lidera o crescimento por produto
O morango congelado continuou como a principal categoria alimentar exportada pelo Egito, com US$ 489 milhões e crescimento de 8%. Os concentrados para refrigerantes ficaram em segundo lugar, com US$ 306 milhões, seguidos pelos óleos comestíveis, com US$ 230 milhões. As exportações de chocolate saltaram 125% para US$ 229 milhões e produziram o maior aumento absoluto por produto, de US$ 127 milhões.
Os óleos comestíveis acrescentaram US$ 48 milhões e o morango congelado, US$ 35 milhões. Gorduras e sal contribuíram com mais US$ 34 milhões cada. Juntos, chocolate, óleos, morango congelado, gorduras e sal geraram cerca de 55% do crescimento total por produto. Outras categorias em expansão incluíram rações preparadas, com US$ 170 milhões; sucos, com US$ 145 milhões; e azeitonas processadas ou em conserva, com US$ 124 milhões.
Nem todas as grandes categorias avançaram. As exportações de açúcar caíram 19% para US$ 143 milhões, uma redução de US$ 35 milhões, enquanto as de farinha também recuaram 19% para US$ 131 milhões. Mahmoud Bazan, presidente do Conselho de Exportação das Indústrias Alimentares, afirmou que a entidade continuará apoiando exportadores, ampliando a base de empresas exportadoras e melhorando o acesso a mercados prioritários, especialmente na África e em outros destinos promissores.
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