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EUA elevam para 12,5% tarifa sobre vinho, uva e salmão do Chile

Os Estados Unidos elevarão de 10% para 12,5% a tarifa aplicada a determinados produtos chilenos, incluindo vinho engarrafado, uva fresca e salmão. Cobre e lítio continuarão isentos, limitando o impacto geral sobre o comércio, mas pressionando os fornecedores agroalimentares.

EUA elevam para 12,5% tarifa sobre vinho, uva e salmão do Chile

Produtos chilenos selecionados enfrentam tarifa maior

Os Estados Unidos aplicarão uma tarifa de 12,5% a parte das importações procedentes do Chile, acima dos atuais 10%, segundo a Vinetur. Vinho engarrafado, uva fresca e salmão estão entre os produtos abrangidos. A mudança elevará o custo de acesso ao mercado americano para setores agroalimentares chilenos com presença exportadora consolidada.

Os detalhes foram divulgados na quinta-feira, 23 de julho. Para as mercadorias incluídas, o aumento é de 2,5 pontos percentuais. A Vinetur relacionou a decisão americana a uma cobrança por trabalho forçado noticiada no Chile. A nova tarifa, porém, não será aplicada de maneira uniforme a todos os produtos chilenos que entram nos Estados Unidos.

O caráter seletivo da medida é essencial para avaliar seu efeito comercial mais amplo. Cobre e lítio, dois produtos minerais de alto valor no comércio bilateral, permanecem fora da tarifa. Segundo a Vinetur, as mercadorias isentas representam mais de 50% do valor importado pelos Estados Unidos do Chile. Isso limita o impacto sobre o valor total do comércio, mas concentra o custo nos setores abrangidos.

Custos e margens do vinho ficam sob pressão

Para as vinícolas chilenas, o aumento encarece a colocação de vinho engarrafado no mercado americano. O custo adicional pode ser absorvido em diferentes pontos da cadeia por vinícolas, importadores ou distribuidores, ou ser repassado aos compradores. Cada alternativa afetará as margens, as decisões de compra ou o preço final.

O momento também importa, pois produtores e compradores estão planejando embarques e negociando condições comerciais. Um aumento de 2,5 pontos percentuais pode alterar a posição do vinho chileno diante de outras origens, sobretudo nos segmentos sensíveis a preço. Importadores americanos podem exigir uma revisão dos valores, mudar o volume dos pedidos ou ajustar o portfólio. As vinícolas chilenas terão de decidir quanto do custo adicional conseguem absorver sem comprometer excessivamente a rentabilidade.

O resultado não será igual para todos os produtores. Fornecedores com marcas fortes ou relações de distribuição consolidadas têm mais espaço para defender preços. Empresas que competem principalmente por preço enfrentarão negociações mais apertadas, porque mesmo uma alta limitada no custo de importação pode influenciar a decisão de compra.

Uva fresca e salmão também ficam expostos

A uva fresca sofrerá pressão semelhante, pois é sensível ao preço de varejo e precisa ser comercializada dentro de uma janela limitada. Exportadores, importadores e varejistas terão de definir como dividir a tarifa adicional. Uma tentativa de preservar os preços nas lojas americanas pode transferir uma parcela maior do custo para os fornecedores chilenos.

O salmão também está entre os produtos atingidos. A tarifa mais alta pode influenciar negociações contratuais e margens dos exportadores chilenos e de seus clientes americanos. O material de origem, contudo, não fornece volumes embarcados, valores comerciais nem estimativas do custo financeiro para os setores afetados.

Impacto comercial concentra-se no setor agroalimentar

As isenções para cobre e lítio protegem do aumento mais da metade do valor das importações americanas procedentes do Chile. A tarifa, portanto, não representa um choque de igual dimensão para toda a economia exportadora chilena. Seus efeitos ficarão concentrados nas empresas de vinho, frutas e salmão diretamente expostas aos compradores dos Estados Unidos.

Para essas companhias, a tarefa imediata é comercial: recalcular o custo posto no destino, renegociar condições e revisar os embarques planejados. O efeito final sobre volumes e preços dependerá de como vinícolas, produtores de uva e salmão, importadores e distribuidores dividirão os 2,5 pontos percentuais adicionais e de uma possível migração dos compradores americanos para outras origens.

Análise completa do mercado

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