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Equador retoma exportações terrestres de arroz para a Colômbia

O Equador enviou cerca de 2.000 toneladas de arroz beneficiado à Colômbia pela ponte de Rumichaca na última semana de julho. A tarifa zero da Comunidade Andina e a rota terrestre curta fortalecem sua posição em um mercado que importa de 9% a 10% do consumo.

Equador retoma exportações terrestres de arroz para a Colômbia

Rota de Rumichaca volta a operar

O Equador retomou as exportações terrestres de arroz para a Colômbia após vários meses de restrições operacionais na fronteira. Registros do setor citados pelo El Universo apontam um embarque preliminar de cerca de 2.000 toneladas de arroz beneficiado pela ponte internacional de Rumichaca na última semana de julho. O movimento restabelece um canal importante do comércio agrícola bilateral dentro da Comunidade Andina.

A reabertura ocorre depois das tensões diplomáticas e comerciais iniciadas no começo de 2026. A taxa de segurança aplicada pelo Equador a produtos colombianos levou Bogotá a impor restrições tarifárias e ao transporte terrestre. O Decreto 583 da Colômbia estabeleceu um período de transição encerrado em 20 de julho de 2026, e os embarques rodoviários foram retomados em 25 de julho.

Demanda regional sustenta os preços

Juan Pablo Zúñiga, presidente da Corporação de Industriais Arrozeiros do Equador, afirmou que os preços de exportação são definidos pela oferta e pela demanda, e não por uma política de arroz barato. As negociações do fim de junho ao início de julho usaram os primeiros embarques marítimos de teste para estabelecer um preço-base, posteriormente elevado com a alta do mercado internacional.

O El Universo, com base em informes da FAO e do Mercosul, informou que os contratos futuros em Chicago estavam próximos de US$ 313 por tonelada, enquanto o arroz branco tailandês custava de US$ 380 a US$ 385 FOB Bangkok. Os preços sul-americanos eram mais altos: de US$ 510 a US$ 520 por tonelada em Montevidéu para o Uruguai, de US$ 380 a US$ 420 para Brasil e Paraguai e de US$ 450 a US$ 550 no comércio da Comunidade Andina. O Equador se beneficia da tarifa zero no bloco e de uma ligação terrestre contínua, capaz de reduzir prazos e custos em comparação com o transporte marítimo.

Equador dispõe de estoques exportáveis

A Colômbia é um mercado natural. Dados do DANE, da Fedearroz e do Ministério da Agricultura colombiano situam a produção anual em 3,18 milhões a 3,2 milhões de toneladas de arroz paddy verde, equivalentes a 2,2 milhões a 2,5 milhões de toneladas de arroz seco ou branco. No primeiro semestre de 2025, o país plantou 417.556 hectares, colheu 178.086 hectares e produziu 998.837 toneladas. Com produtividade de 4,5 a 5,5 toneladas por hectare e consumo anual de 41 a 46 kg por habitante, a Colômbia importa em média de 9% a 10% de seu consumo.

O Equador produz anualmente de 1,6 milhão a 1,9 milhão de toneladas de arroz em casca, equivalentes a 900.000 toneladas a 1,05 milhão de toneladas de arroz branco, segundo o ministério do setor, a Corpcom e a Corpnoarroz. Mais de 95% dos 300.000 a 350.000 hectares cultivados ficam em Guayas e Los Ríos. O consumo doméstico é de cerca de 800.000 toneladas anuais, deixando um excedente exportável histórico de 100.000 a 190.000 toneladas. Javier Ronquillo, presidente da Corpnoarroz, estima os estoques atuais da indústria em 120.000 toneladas; um programa público também comprou de 15.000 a 20.000 toneladas de arroz em casca para sustentar os preços aos produtores. Em períodos normais, a Colômbia absorve até 90% das exportações equatorianas, ou cerca de 100.000 toneladas por ano. Peru e Bolívia oferecem pouca concorrência: o Peru consome mais de 95% da safra e importou 180.000 toneladas em 2025/2026, enquanto a Bolívia destina toda a produção ao mercado interno.

Análise completa do mercado

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