Equador e Canadá assinam acordo de livre comércio que abrange 99,6% das exportações
Equador e Canadá assinaram na sexta-feira, em Ottawa, um acordo de livre comércio que, uma vez em vigor, permitirá que 99,6% da oferta exportável equatoriana entre no mercado canadense sem tarifas. Mais de 600 produtos, como banana, cacau e camarão, terão acesso livre de tarifas, enquanto 227 itens agrícolas sensíveis mantêm proteção.
Equador e Canadá assinaram na sexta-feira, em Ottawa, um Acordo de Livre Comércio que, uma vez em vigor, permitirá que quase toda a oferta exportável do país sul-americano entre no mercado canadense sem tarifas, segundo um comunicado do governo equatoriano divulgado pela Reuters.
Acesso livre de tarifas para mais de 600 produtos
O Ministério da Produção e Comércio Exterior informou que o acordo permitirá que 99,6% da oferta exportável equatoriana entre no Canadá com tarifa de 0% assim que entrar em vigor. Mais de 600 produtos equatorianos, como banana, cacau, camarão, brócolis, frutas tropicais e hortaliças congeladas, terão acesso livre de tarifas.
O ministério qualificou o acordo como um marco da política comercial que reforçará a competitividade do país. O pacto também abre oportunidades para setores que atualmente enfrentam tarifas, como flores, chocolates, pneus, calçados e cosméticos.
Condições equiparadas às da Colômbia e do Peru
Segundo a Reuters, as novas condições colocam os produtos equatorianos em pé de igualdade com os vizinhos regionais Colômbia e Peru, igualando as condições preferenciais que esses países já têm no acesso ao mercado canadense. Para os exportadores de produtos centrais como banana, cacau e camarão, fechar essa lacuna elimina uma desvantagem competitiva que enfrentavam diante dos rivais andinos.
Proteção para 227 itens agrícolas sensíveis
O ministério afirmou que o acordo protege a produção nacional por meio de tratamentos especiais para os setores mais sensíveis do país. Ele exclui ou estabelece mecanismos de proteção para 227 produtos agrícolas estratégicos, resguardando atividades ligadas a arroz, milho, leite, carnes, açúcar e outros itens.
O acordo foi assinado em Ottawa. Entrará em vigor posteriormente, e as eliminações de tarifas descritas pelo ministério se aplicam depois de concluída essa etapa. O comunicado do governo não precisou um cronograma de ratificação nem a data de entrada em vigor.