C.P. Vietnam amplia capacidade de exportação de frango processado
A C.P. Vietnam enviou à Coreia do Sul o primeiro lote vietnamita de frango processado após uma avaliação em oito etapas. Seu complexo CPV Food Binh Phuoc, de cerca de 250 milhões de dólares, integra ração, criação, abate e processamento.
Primeiro embarque vietnamita entra na Coreia do Sul
O Vietnã exportou oficialmente seu primeiro lote de frango processado para a Coreia do Sul em 25 de agosto, mais de quatro meses após os dois países anunciarem a abertura recíproca de seus mercados. Na fase inicial, 2 empresas de cada país podem exportar o produto para o outro mercado. Segundo a Znews, a C.P. Vietnam foi a primeira companhia vietnamita a cumprir as condições de acesso.
A Coreia do Sul passa a integrar a lista de destinos do frango processado da C.P. Vietnam. A empresa já fornecia a mercados com padrões rigorosos de segurança alimentar, incluindo Japão, Singapura, Hong Kong, China e Rússia. Esse portfólio proporciona experiência na adaptação de processos e documentos a diferentes normas nacionais.
Uma base integrada de 250 milhões de dólares
A plataforma exportadora da C.P. Vietnam está concentrada no complexo avícola e de processamento CPV Food Binh Phuoc. Com investimento total de cerca de 250 milhões de dólares, a unidade reúne fábrica de ração, incubatório, rede de granjas, abatedouro e planta de processamento. As operações estão conectadas pelo modelo integrado “Ração - Fazenda - Alimentos”.
O modelo permite à C.P. Vietnam controlar desde a ração e a criação das aves até o alimento acabado. De acordo com a Znews, o controle contínuo da cadeia sustenta a segurança alimentar, a qualidade e a rastreabilidade. A empresa também pode estruturar sua produção segundo padrões internacionais antes de atender aos critérios técnicos específicos de cada mercado.
A integração tem importância comercial porque a autorização não depende apenas da planta de processamento. A análise sul-coreana incluiu a saúde animal nas áreas de criação, os controles veterinários antes e depois do abate, o tratamento térmico, a embalagem e o transporte. Uma empresa que busca acesso precisa, portanto, de registros e controles coordenados em toda a cadeia de suprimentos.
Coreia do Sul exigiu uma aprovação detalhada
A C.P. Vietnam concluiu uma avaliação de oito etapas conduzida pela Agência de Quarentena Animal e Vegetal e pelo Ministério de Segurança de Alimentos e Medicamentos da Coreia do Sul. A companhia também preparou 2 questionários técnicos com cerca de 1.000 páginas cada. Entre julho de 2025 e dezembro de 2025, equipes interinstitucionais sul-coreanas fizeram avaliações presenciais no Vietnã, abrangendo a fábrica de ração, as granjas e as instalações de processamento.
As condições técnicas chegaram ao desenho da unidade e aos procedimentos produtivos. As aves usadas como matéria-prima tinham de estar saudáveis e passar por inspeções da autoridade veterinária competente antes e depois do abate. Durante o processamento, a temperatura no centro do produto precisava superar 80 graus Celsius por pelo menos um minuto. As áreas anteriores e posteriores ao tratamento térmico deveriam permanecer separadas, assim como pessoal, entradas, vestiários e instalações auxiliares, para reduzir o risco de contaminação.
Novo canal para o setor avícola vietnamita
Nguyen Xuan Duong, presidente da Associação de Pecuária do Vietnã, afirmou que o acesso a mercados continua sendo uma dificuldade do setor. Com a saturação gradual do mercado interno, destinos externos como a Coreia do Sul podem ampliar as opções comerciais das empresas vietnamitas de pecuária e processamento de alimentos. Ele também apontou a produção conectada, da ração ao abate e ao processamento avançado, como caminho para elevar a qualidade e cumprir exigências internacionais.
Duong Tat Thang, chefe do Departamento de Produção Pecuária e Saúde Animal do Vietnã, manifestou a expectativa de que outras empresas obtenham autorização para exportar à Coreia do Sul depois da C.P. Vietnam. O diretor-geral da C.P. Vietnam, Pawalit Ua-amornwanit, disse que o primeiro embarque incentivará novos investimentos em tecnologia e processamento avançado. O resultado imediato é o acesso ao mercado, não um volume comercial divulgado: não foram informados o tamanho do lote nem a capacidade de exportação planejada.