← Voltar às notícias

Contrato com a Inpasa triplica área de sorgo no Oeste da Bahia

Augusto José Montani ampliou a área de sorgo de 1,5 mil para 4,5 mil hectares em 2026 após firmar contrato de compra com a Inpasa Brasil. A demanda do etanol de cereais está criando um mercado mais previsível para a cultura tolerante à seca no Oeste da Bahia.

Contrato com a Inpasa triplica área de sorgo no Oeste da Bahia

Demanda industrial muda o mercado do sorgo

A demanda do etanol de cereais está transformando o mercado de sorgo granífero no Oeste da Bahia ao oferecer um comprador definido para uma cultura que antes enfrentava dificuldades de comercialização na região. Segundo o Brasil 247, o produtor Augusto José Montani cultivou sorgo durante oito anos consecutivos sem ter certeza de que conseguiria vender toda a colheita. Um contrato de compra com a Inpasa Brasil mudou essa conta ao estabelecer prazos de entrega e garantir o escoamento da produção.

Em 2026, Montani ampliou a área cultivada com sorgo de 1,5 mil para 4,5 mil hectares. A expansão de três vezes mostra como um comprador industrial pode alterar a decisão de plantio quando o mercado regional à vista não tem profundidade suficiente. Um contrato firmado antes da colheita reduz o risco de manter grãos sem destino imediato e facilita o planejamento de despesas com sementes, fertilizantes e operações agrícolas.

Produtividade sustenta a viabilidade comercial

O Brasil 247 informa que a produtividade chegou a 120 sacas por hectare, com faturamento bruto próximo de R$ 6 mil por hectare. A publicação atribui o resultado ao manejo agronômico adequado, à biotecnologia e à adubação equilibrada. Os números representam o melhor desempenho de campo relatado, e não um resultado garantido para todos os produtores, mas ajudam a explicar por que o sorgo pode disputar área de segunda safra quando já existe um comprador.

O sorgo também apresenta uma vantagem agronômica no Cerrado. Sua tolerância à seca pode reduzir o risco climático durante a segunda safra, quando a disponibilidade de água é mais incerta. A inclusão da cultura na rotação pode ajudar a proteger o solo e ampliar o uso de máquinas e insumos depois da colheita principal. A combinação entre resistência à seca e venda contratada é, portanto, central para a atratividade do sorgo em São Desidério e no restante da região agrícola do Oeste da Bahia.

Pesquisa e contratos apoiam nova expansão

O suporte técnico é outro componente do avanço. O Brasil 247 destaca o trabalho da Embrapa Milho e Sorgo em pesquisas e cultivares adaptadas às condições de produção. Simpósios setoriais realizados em Luís Eduardo Magalhães, com participação da pesquisa e da indústria, também transferem aos agricultores conhecimentos sobre o manejo da cultura. Cultivares adaptadas e práticas agronômicas mais eficientes podem reduzir riscos biológicos e climáticos à medida que a área aumenta.

O caso de Montani não permite determinar quanto sorgo a Inpasa comprará na Bahia nem a velocidade de crescimento da produção regional, pois não foram apresentados números de aquisição ou capacidade de processamento. Ainda assim, ele demonstra o efeito imediato de um canal industrial confiável: a área de uma propriedade triplicou depois da assinatura do contrato. Para as usinas de etanol, o sorgo oferece outra matéria-prima cerealista; para os produtores, cria uma fonte potencial de receita na segunda safra, cuja viabilidade dependerá da produtividade, das condições contratuais e da continuidade da demanda das unidades de processamento próximas.

Análise completa do mercado

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, fornecer conteúdo personalizado e analisar nosso tráfego. Ao clicar em "Aceitar tudo", você consente com o uso de cookies. Você pode gerenciar suas preferências ou saber mais em nossa Política de privacidade.