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Consumo de carne suína na Colômbia chega a 15,8 kg por habitante

O consumo de carne suína na Colômbia alcançou 15,8 quilogramas por habitante, segundo indicadores setoriais da Porkcolombia. A expansão da demanda aumenta a relevância econômica da biossegurança, da vacinação e da prevenção de doenças.

Consumo de carne suína na Colômbia chega a 15,8 kg por habitante

Avanço da demanda eleva os riscos para produtores

O consumo per capita de carne suína na Colômbia alcançou 15,8 quilogramas, informou a Revista C-Level com base em indicadores setoriais da Porkcolombia. O patamar confirma a expansão do mercado interno e abre oportunidades para granjas e outras empresas da cadeia, mas também amplia as perdas potenciais provocadas por problemas sanitários.

O aumento do consumo exige rebanhos saudáveis e contenção de surtos capazes de causar prejuízos em toda a cadeia. Vacinação, biossegurança e prevenção de doenças deixam, portanto, de ser apenas temas veterinários: elas afetam a produtividade, os custos operacionais e a continuidade da produção nas granjas.

Abastecer um mercado maior não dependerá somente da ampliação das instalações ou do plantel. Os sistemas preventivos precisam avançar junto com a capacidade, pois doenças podem causar mortalidade, despesas com tratamentos, interrupções e desempenho animal inferior. Conforme a produção cresce, também aumenta a exposição financeira associada a controles sanitários frágeis.

Biossegurança começa antes da entrada no plantel

A MSD Saúde Animal recomenda colocar novos suínos em quarentena e avaliar sua condição sanitária antes da incorporação ao plantel, evitando contato imediato com outros animais. As granjas também devem controlar a entrada de pessoas, veículos e equipamentos. Juan Felipe Giraldo, gerente nacional de Vendas de Avicultura, Suinocultura e Aquicultura da empresa na Colômbia, afirmou que essas medidas são indispensáveis para prevenir surtos.

As demais proteções incluem desinfecção periódica de instalações, baias, equipamentos e veículos; limpeza contínua; gestão de resíduos; água de boa qualidade; e ventilação adequada. Os acessos devem ser registrados e restritos. Alimentação, fornecimento de água e condições de bem-estar também integram a barreira contra patógenos que podem entrar por diversos pontos de contato.

A biossegurança funciona, assim, como um sistema, e não como uma ação isolada. Uma falha no controle de acesso, na limpeza ou no manejo dos animais pode enfraquecer as outras medidas. A execução uniforme dos protocolos em toda a operação ganha importância à medida que o plantel e a atividade comercial aumentam.

Tecnologia de vacinação reforça a prevenção

Os programas preventivos devem considerar as condições epidemiológicas de cada território. Segundo a Revista C-Level, os calendários de vacinação e vermifugação precisam ser definidos por um médico-veterinário e acompanhados nas diferentes fases de crescimento. Uma incidência menor de doenças pode melhorar o desempenho produtivo e reduzir perdas com mortalidade, tratamentos e interrupções.

Entre as ferramentas disponíveis estão os sistemas de vacinação intradérmica sem agulha, que aplicam as doses através da pele por pressão controlada. De acordo com a reportagem, esses dispositivos buscam reduzir significativamente o estresse durante a imunização e oferecem outra forma de aplicar vacinas nos programas preventivos. Seu uso aproxima saúde animal, eficiência operacional e bem-estar.

Para a suinocultura colombiana, o consumo de 15,8 quilogramas por habitante amplia o mercado, mas também eleva o custo potencial de uma falha sanitária. Empresas que aumentarem a capacidade terão de tratar vacinação, controle de acesso, desinfecção, vigilância e planejamento veterinário como infraestrutura produtiva essencial. Essas medidas ajudarão a definir se a demanda maior resultará em produtividade e competitividade sustentáveis ou em mais perdas provocadas por doenças.

Análise completa do mercado

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