Receita chinesa com exportações de maçãs e peras à Rússia cresce 25%
A China faturou 44,3 milhões de dólares com exportações de maçãs e peras à Rússia no primeiro semestre de 2026, ante 35,4 milhões de dólares um ano antes. A insuficiência da produção russa favorece as compras, embora preços e custos logísticos também possam ter elevado o valor comercial.
Receita semestral chega a 44,3 milhões de dólares
A China aumentou em 25% sua receita com exportações de maçãs e peras à Rússia no primeiro semestre de 2026, reforçando sua posição como fornecedora de um mercado em que a produção doméstica de frutas não cobre totalmente a demanda. Segundo a Finmarket, o valor das duas categorias alcançou 44,3 milhões de dólares, ante 35,4 milhões de dólares no mesmo período de 2025.
Os números representam o comércio em valor, não o volume físico das cargas. Essa diferença é relevante para produtores, comerciantes e compradores que avaliam a força da demanda. A Pravda.ru citou o analista financeiro Nikita Volkov, segundo o qual o aumento do valor importado não significa necessariamente crescimento proporcional da carga, pois os preços dos fornecedores e os custos logísticos também influenciam o valor aduaneiro final.
Compras mensais oscilam
Os embarques se distribuíram de forma irregular durante os seis meses. A Pravda.ru informou que as compras atingiram o pico de 9,4 milhões de dólares em março e recuaram para o menor nível do semestre, de 5,6 milhões de dólares, em junho. A publicação também estimou em cerca de 12 milhões de dólares o valor das frutas introduzidas no início do ano, sem divulgar dados separados de volume físico.
Os números disponíveis confirmam, portanto, um avanço claro da receita dos fornecedores chineses, mas não mostram quanto desse aumento veio de toneladas adicionais de maçãs e peras. Mudanças no mix de produtos, na classificação, nas embalagens, nas rotas de transporte e no frete podem alterar o valor declarado na alfândega sem provocar variação equivalente da tonelagem.
Déficit da oferta russa sustenta importações
A Pravda.ru atribuiu o aumento, em parte, à produção russa insuficiente para atender ao consumo interno e, em parte, à mudança nas condições de relacionamento entre empresas comerciais da Rússia e da China. Para importadores e varejistas russos, as frutas chinesas oferecem uma fonte adicional quando a disponibilidade local é limitada. Para produtores, embaladores e exportadores chineses, o mercado russo gera receita crescente em duas importantes categorias de frutas frescas.
O avanço também traz consequências para os fruticultores russos. Mais maçãs e peras importadas melhoram a disponibilidade para os compradores, mas aumentam a concorrência nos canais atacadista e varejista. Não é possível determinar o efeito sobre os preços domésticos com os dados publicados, pois as fontes não informam nem a tonelagem embarcada nem o preço médio de importação.
As compras de frutas chinesas devem aumentar no outono e no inverno, quando a oferta no mercado russo tradicionalmente diminui, segundo a Pravda.ru. A dimensão desse crescimento dependerá tanto da demanda sazonal quanto dos preços dos fornecedores e dos custos logísticos. Os participantes do mercado precisarão de dados físicos, além dos valores aduaneiros, para saber se a China está enviando muito mais frutas ou faturando mais por unidade entregue.