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China amplia compras de carne suína e cereais da Rússia

As importações chinesas de carne suína russa cresceram 29% no último mês divulgado, para US$ 11,8 milhões. Outros dados aduaneiros mostram forte aumento nas compras de trigo e cevada russos em julho de 2026.

China amplia compras de carne suína e cereais da Rússia

Vendas de carne suína russa à China avançam

A China aumentou em 29% as importações de carne suína russa no último mês divulgado, elevando o valor dos embarques para US$ 11,8 milhões, segundo o Rambler Finance, que citou dados da administração aduaneira chinesa. Uma manchete separada da Finmarket afirmou que as compras chinesas cresceram quase 30% em sete meses, mas o material fornecido não informou o volume nem o valor referente a esse período.

Os números apontam para maior demanda chinesa por carne suína russa, mas os dados disponíveis não permitem saber quanto do avanço resultou de maiores volumes físicos e quanto refletiu preços ou mudanças no conjunto de produtos. Também não há comparação com as importações totais de carne suína da China nem identificação dos fornecedores russos. O valor mensal de US$ 11,8 milhões indica impulso comercial, mas não mede integralmente a posição da Rússia no mercado chinês.

Compras de cereais aceleram em julho

A expansão do comércio de carne suína coincidiu com o aumento das compras chinesas de vários cereais russos. O Rambler Finance, citando a RIA Novosti e a Administração Geral das Alfândegas da China, informou que o país comprou US$ 4,3 milhões em trigo russo em julho de 2026. O valor foi 243 vezes superior aos US$ 17,8 mil registrados em julho de 2025.

As compras de cevada russa quadruplicaram, para US$ 12,1 milhões. A Rússia também forneceu à China milho no valor de US$ 16,8 milhões e aveia no valor de US$ 2,1 milhões. O trigo-sarraceno seguiu a direção oposta: seu valor de importação diminuiu por um fator de 1,4, para US$ 4,9 milhões.

Os dados mostram que a atual expansão não está limitada a um único produto agrícola. Exportadores de carne suína ampliam as vendas enquanto fornecedores de cereais também aumentam sua presença na China. Cevada e milho geraram valores superiores ao trigo em julho, apesar do aumento percentual anual excepcionalmente elevado deste último.

Logística limita a capacidade de exportação

A demanda chinesa mais forte surge enquanto os exportadores russos de trigo enfrentam restrições logísticas. A Rusagrotrans projetou que a Rússia exportaria 1,8 milhão de toneladas de trigo em agosto de 2026, abaixo da estimativa anterior de 3,1 milhões de toneladas. A empresa atribuiu a revisão às atuais limitações dos embarques nos portos do mar Negro.

A redução é relevante porque a Rússia exportou 46,5 milhões de toneladas de trigo no ano agrícola 2025-2026 e manteve a liderança no mercado mundial. As restrições nos portos do mar Negro podem desacelerar o atendimento aos compradores estrangeiros mesmo quando há demanda.

China oferece crescimento, mas a base importa

Para as empresas russas de carnes, os dados sobre o produto suíno indicam que a China está se desenvolvendo como canal de vendas, embora as informações ainda não revelem sua escala em toneladas nem sua participação na produção russa. Um crescimento mensal de 29% tem relevância comercial, mas o valor absoluto de US$ 11,8 milhões continua sendo a referência mais útil para processadores, comerciantes e investidores.

Os dados de cereais exigem a mesma cautela. Um aumento de 243 vezes nas compras de trigo parece expressivo, mas foi calculado sobre uma base de apenas US$ 17,8 mil em julho de 2025. O avanço das vendas de carne suína, a demanda mais ampla por cereais e as restrições portuárias indicam que a China pode oferecer crescimento aos exportadores agrícolas russos. A logística, os volumes físicos e a base de comparação, porém, continuam essenciais para avaliar a duração dessa tendência.

Análise completa do mercado

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