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Chihuahua responde por 85,7% da safra mexicana de maçã até agosto

O México produziu 433.235 toneladas de maçã entre janeiro e agosto de 2026, com Chihuahua concentrando 85,7% do volume. Os dados mostram forte concentração regional, mas a comparação publicada com o total de 2025 apresenta uma inconsistência.

Chihuahua responde por 85,7% da safra mexicana de maçã até agosto

Chihuahua domina a produção nacional

O México produziu 433.235 toneladas de maçã entre janeiro e agosto de 2026, segundo o Impacto Noticias. Chihuahua respondeu por 85,7% da safra contabilizada no período, confirmando a posição dominante do estado do norte na indústria mexicana de maçãs.

Puebla ficou em segundo lugar, com 6,8% da produção nacional, enquanto Durango contribuiu com 3,8%. Juntos, os três estados representaram 96,3% da colheita registrada até agosto. Essa concentração deixa a oferta nacional muito dependente das condições de cultivo, disponibilidade de água, infraestrutura e logística de poucas regiões produtoras, sobretudo Chihuahua.

Comparação anual não corresponde aos totais informados

O Impacto Noticias afirmou que a safra de janeiro a agosto de 2026 já superava em mais de 50% a produção mexicana de todo o ano de 2025. No entanto, a mesma reportagem indicou produção de 810.850 toneladas em 2025, volume muito superior às 433.235 toneladas dos primeiros oito meses de 2026. Pelos números publicados, o resultado parcial equivale a aproximadamente 53,4% do total de 2025, em vez de superá-lo em mais de 50%.

A divergência impede concluir, com os dados disponíveis, que a produção anual já tenha ultrapassado a safra do ano passado. O resultado final de 2026 dependerá dos volumes colhidos no restante da temporada. Em muitas regiões produtoras, a colheita termina em 20 de setembro, data que coincide com o Dia Nacional da Maçã Mexicana, de acordo com o Impacto Noticias.

Oferta doméstica ainda não atende toda a demanda

A safra mexicana de maçã de 2025 teve valor aproximado de 9,026 bilhões de pesos, alta de 5,7% sobre o ano anterior. A produção doméstica cobre cerca de 77% da demanda nacional, enquanto o consumo médio é de 8,4 quilogramas por pessoa ao ano. Esse nível de cobertura mostra que os pomares locais não abastecem todo o mercado e que continua existindo espaço para frutas provenientes de fora da base produtiva nacional.

Para produtores, empresas de embalagem e distribuidores, a participação de 85,7% de Chihuahua concentra escala e risco. Uma grande safra no estado pode elevar rapidamente o volume destinado a armazenagem, classificação e canais atacadistas, enquanto uma interrupção regional pode afetar a disponibilidade em todo o México. Puebla e Durango oferecem alguma diversificação, mas sua participação conjunta permanece muito inferior à de Chihuahua. Os participantes do mercado precisarão aguardar os números finais para avaliar se a safra de 2026 altera o equilíbrio entre a oferta doméstica e a parcela da demanda não atendida pela produção mexicana.

Análise completa do mercado

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