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Cazaquistão mantém previsão recorde de exportação de ervilhas em 125 mil toneladas para 2025/26

O Cazaquistão exportou 8.900 toneladas de ervilhas em junho, 51 % menos do que no mês anterior, segundo dados do Comitê de Receitas Estatais citados pelo zol.ru. Nos dez primeiros meses da safra os embarques somaram 99.000 toneladas, alta de 22,2 % na comparação anual, com o Afeganistão absorvendo quase 60 %. A União de Cereais do Cazaquistão manteve a previsão da temporada no recorde de 125.000 toneladas.

Cazaquistão mantém previsão recorde de exportação de ervilhas em 125 mil toneladas para 2025/26

Embarques de junho caem pela metade

O Cazaquistão exportou 8.900 toneladas de ervilhas em junho da safra comercial 2025/26, sem contar os embarques para os países da União Econômica Eurasiática, segundo dados do Comitê de Receitas Estatais citados pelo zol.ru. O volume ficou 51 % abaixo das 18.200 toneladas embarcadas no mês anterior. Os números foram divulgados por Evgueni Karabanov, chefe do comitê de análise da União de Cereais do Cazaquistão, em seu canal no Telegram.

A queda mensal não altera a direção da safra. Nos dez primeiros meses do atual ano comercial, as exportações de ervilha somaram 99.000 toneladas, 22,2 % acima do mesmo período da temporada anterior e apenas 1.000 toneladas abaixo do volume de uma safra inteira, informa o mesmo relatório. Ainda restam dois meses de ano comercial, ou seja, os embarques acumulados já equivalem a uma temporada completa — é nisso que se apoia a projeção recorde.

Afeganistão absorve quase 60 % do volume

O Afeganistão, principal comprador da ervilha cazaque, multiplicou suas compras por 2,53 nesta safra, chegando a 59.200 toneladas. São cerca de 60 % de todos os embarques cobertos pelos dados, o que deixa o comércio muito mais dependente de um único destino do que há um ano.

Nos demais mercados, o desempenho em dez meses foi desigual:

  • a China levou 18.800 toneladas, queda de 19 % na comparação anual;
  • o Usbequistão, 14.500 toneladas, recuo de 33 %;
  • o Tajiquistão, 3.100 toneladas, alta de 6,9 %.

Dois mercados desapareceram por completo. As exportações para o Quirguistão e a Turquia caíram a zero, contra 5.000 toneladas e 1.700 toneladas, respectivamente, um ano antes. Sem a demanda adicional afegã, o volume somado enviado aos demais compradores ficaria abaixo do da temporada passada: o ritmo recorde da safra se apoia em um único mercado.

Excedente russo pressiona os preços

Karabanov associou o ambiente de preços à colheita russa. A produção de ervilha na Rússia superou 5 milhões de toneladas no atual ano comercial e, por causa disso, os preços da cultura caíram, afirmou. A mercadoria russa concorre com a cazaque nos mesmos destinos da Ásia Central e do Sul da Ásia, o que limita o poder de barganha dos exportadores do Cazaquistão mesmo com volumes em alta.

O mesmo movimento aparece nas importações. As compras de leguminosas, sobretudo da Rússia, chegaram a 23.600 toneladas em nove meses do atual ano comercial, mais de 1,9 vez o total de toda a safra anterior, segundo Karabanov. A matéria-prima russa barata no mercado interno pressiona ainda mais os preços pagos aos produtores cazaques, ao mesmo tempo que dá a processadores e reexportadores acesso a insumo de baixo custo.

Previsão recorde permanece inalterada

«Mantemos inalterada nossa previsão anterior de exportação de ervilhas do Cazaquistão no ano comercial 2025/26 — 125.000 toneladas, o que será um recorde absoluto de toda a história», disse Karabanov, citado pelo zol.ru.

Cumprir a meta exige embarcar cerca de 26.000 toneladas na reta final da safra, um ritmo mensal bem acima das 8.900 toneladas de junho. O resultado depende principalmente da continuidade das compras afegãs, da estabilização da demanda chinesa e usbeque e de quanto o excedente russo derrubar os preços. Para produtores e traders cazaques, a tonelagem recorde chegaria em um dos ambientes de preços mais fracos das últimas safras.

Análise completa do mercado

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