Bunge vai fornecer à Acelen 1,5 milhão de toneladas de óleo de soja certificado para biorrefinaria na Bahia
A Bunge assinou um contrato de cinco anos para entregar 1,5 milhão de toneladas de óleo de soja certificado à Acelen Renováveis, empresa da Mubadala Capital. As entregas começam em 2029 e vão abastecer uma biorrefinaria que a Acelen constrói na Bahia por mais de US$ 3 bilhões. A Forbes Brasil descreve o acordo como o maior contrato de óleo de soja da América do Sul.
Um contrato recorde de matéria-prima para os biocombustíveis brasileiros
A Bunge assinou contrato para fornecer óleo de soja certificado à Acelen Renováveis, empresa de combustíveis renováveis controlada pela Mubadala Capital. Segundo a Forbes Brasil, o acordo de cinco anos prevê a entrega de 1,5 milhão de toneladas de óleo de soja certificado a partir de 2029, e o veículo o descreve como o maior contrato de óleo de soja da América do Sul.
O volume vai abastecer a biorrefinaria que a Acelen constrói no estado da Bahia. A Globo Rural informa que a Acelen investe mais de US$ 3 bilhões na planta, ligando um dos maiores fluxos de commodities agrícolas do Brasil diretamente à produção nacional de biocombustíveis.
Os termos do acordo
- Fornecedor: Bunge
- Comprador: Acelen Renováveis, controlada pela Mubadala Capital
- Volume: 1,5 milhão de toneladas de óleo de soja certificado
- Prazo: cinco anos
- Início das entregas: 2029
- Destino: biorrefinaria da Acelen na Bahia
- Investimento na planta: mais de US$ 3 bilhões
Por que o óleo de soja certificado importa
O contrato especifica óleo de soja certificado, a categoria de matéria-prima exigida para combustíveis renováveis cuja origem e sustentabilidade precisam ser documentadas. Para uma biorrefinaria dessa escala, garantir um fornecimento plurianual de óleo certificado é central para assegurar produção estável assim que a planta entrar em operação.
Ao comprometer 1,5 milhão de toneladas em cinco anos, a Acelen assegura grande parte de sua necessidade de matéria-prima bem antes do início em 2029. Para a Bunge, o acordo converte parte de sua moagem de soja em uma venda contratada de longo prazo, em vez de depender apenas de vendas no mercado à vista e de exportação.
Uma mudança no destino do óleo de soja brasileiro
O Brasil é um dos maiores produtores de soja do mundo, e boa parte de seu óleo de soja seguia tradicionalmente para o uso alimentar e a exportação. Um contrato de biorrefinaria desse porte sinaliza que um volume crescente de óleo de soja nacional está sendo direcionado à matéria-prima para biocombustíveis, e não ao mercado de exportação.
Para importadores de óleo de soja brasileiro, um compromisso de longo prazo de 1,5 milhão de toneladas com um único comprador nacional representa volume que não estará disponível para exportação durante a vigência do contrato. Para a indústria nacional de moagem, o acordo aponta para uma demanda mais firme à medida que a capacidade de biocombustíveis cresce na Bahia.
Cronograma e questões em aberto
As entregas devem começar em 2029, o que alinha o compromisso de fornecimento à partida prevista da planta na Bahia. As fontes não revelam as condições de preço, os combustíveis que a biorrefinaria produzirá nem as regiões de origem da soja por trás do óleo certificado. Esses detalhes vão determinar quanto o contrato de fato reconfigura os fluxos comerciais do óleo de soja brasileiro.
O que está confirmado é a magnitude: um acordo de fornecimento de cinco anos e 1,5 milhão de toneladas de óleo de soja certificado entre Bunge e Acelen Renováveis, abastecendo uma biorrefinaria na Bahia sustentada por mais de US$ 3 bilhões em investimento de uma empresa da Mubadala Capital.