Bulog prepara mais arroz premium e propõe preço nacional para o SPHP
A Bulog prepara a conversão de parte da reserva pública da Indonésia em arroz premium, sujeita à aprovação do governo. A agência também propõe um preço nacional de saída do armazém de Rp11.000 por quilograma para o arroz médio do programa SPHP.
Conversão das reservas aguarda aprovação oficial
A agência estatal de logística da Indonésia, Bulog, prepara a conversão de parte da reserva governamental de arroz, conhecida como CBP, em arroz premium para ampliar a oferta e manter preços acessíveis aos consumidores. O presidente-diretor da Bulog, Ahmad Rizal Ramdhani, afirmou que o plano ainda precisa ser aprovado em uma reunião limitada de coordenação do Ministério Coordenador de Assuntos Alimentares.
Segundo a ANTARA, a CBP tinha mais de 5 milhões de toneladas de arroz quando a proposta foi anunciada. A reunião, inicialmente prevista para 6 de agosto de 2026, foi remarcada para 10 de agosto. A Bulog declarou ter capacidade produtiva disponível caso o governo autorize a conversão, mas ainda não informou o volume nem o cronograma de execução.
Arroz premium será destinado ao varejo moderno e aos mercados tradicionais
A Bulog produz atualmente cerca de 21 toneladas diárias de arroz premium para Jacarta e aproximadamente 300 toneladas por dia no país, informou a ANTARA. A produção adicional seria distribuída por varejistas modernos e mercados tradicionais de toda a Indonésia. O programa busca ampliar o acesso ao arroz de maior qualidade e oferecer uma alternativa a marcas privadas mais caras.
Em uma loja moderna no distrito de Radio Dalam, em Jacarta, as marcas Punokawan e Befood Sentra Ramos, da Bulog, tinham preço máximo de Rp74.500 por pacote de 5 quilogramas. Segundo a ANTARA, o valor era cerca de Rp20.000 inferior aos Rp94.500 cobrados pelo Anak Raja e mais de Rp50.000 abaixo dos Rp126.900 do Topi Koki, ambos por 5 quilogramas. A comparação mostra a amplitude dos preços no segmento premium, mas se refere a apenas um estabelecimento inspecionado.
Preço único enfrenta o desafio da logística
Além da iniciativa de arroz premium, a Bulog pretende propor um preço uniforme de saída do armazém de Rp11.000 por quilograma para o arroz médio do programa de Estabilização da Oferta e dos Preços dos Alimentos, o SPHP, de Sabang a Merauke. A implementação depende de uma decisão do governo. A proposta ocorre após o Regulamento nº 3 de 2026 da Agência Nacional de Alimentos, que permite à Bulog uma margem de até 7% para cobrir armazenamento, manuseio, financiamento e distribuição.
A Katadata informou que a Indonésia aplica atualmente preços máximos para o arroz médio em três zonas: Rp13.500 por quilograma na Zona I, Rp14.000 na Zona II e Rp15.500 na Zona III, que inclui Maluku e Papua. O arroz médio e o premium seguem padrões diferentes: o primeiro pode conter até 25% de grãos quebrados, enquanto o limite do segundo é de 15%.
Economistas citados pela Katadata questionaram se um preço único no armazém resolverá o custo da entrega final em regiões remotas e insulares. Eliza Mardian, economista da CORE Indonesia, afirmou que seriam necessários subsídios cruzados cuidadosamente calculados. Bintang Lutfi, economista da Prakarsa, observou que os Rp11.000 se aplicam ao armazém, e não ao varejo. Em Maluku e Papua, a referência cairia apenas cerca de Rp500 por quilograma, sem resolver o transporte até o destino final.
Fiscalização dos preços continua decisiva
Segundo a Katadata, o preço médio nacional do arroz médio chegou a Rp14.489 por quilograma no fim de julho, cerca de 7% acima do teto aplicável, com altas em 155 regências e cidades desde fevereiro. O arroz representa 21,10% da linha de pobreza urbana e 24,62% da rural, conforme dados citados pela publicação. Produtores, processadores e varejistas podem ganhar um canal estatal maior para o arroz premium. Para consumidores e distribuidores regionais, o resultado dependerá do volume convertido, da manutenção dos preços do SPHP e de quem pagará os custos logísticos além dos armazéns da Bulog.