Bulog atinge meta de 4 milhões de toneladas de arroz e mantém as compras aos produtores
A agência logística estatal da Indonésia, Perum BULOG, atingiu a meta de absorção de 4 milhões de toneladas de arroz em 2026 e segue comprando a pedido dos próprios produtores. Em paralelo executa dois programas de contenção de preços cujo volume somado se aproxima de 4,5 milhões de toneladas, com estoques de cerca de 4,6 milhões.
A agência logística estatal da Indonésia, Perum BULOG, atingiu a meta de absorção de 4 milhões de toneladas de arroz para 2026 e continua comprando grão dos produtores locais em vez de parar no volume determinado, informou o Investor.id. Segundo a publicação, foram os próprios agricultores que pediram à estatal para prolongar as compras, e o país precisa de estoques amplos de arroz para não ser subestimado por outras nações.
As compras seguem em paralelo a um dos maiores esforços estatais de distribuição de arroz já montados no país. O presidente da Perum BULOG, Ahmad Rizal Ramdhani, afirmou que a empresa está otimizando os dois principais instrumentos do governo para controlar o preço do arroz: a distribuição de arroz do programa de estabilização do abastecimento e dos preços de alimentos (sigla indonésia SPHP) e o programa de assistência alimentar com arroz. O comunicado por escrito foi publicado na sexta-feira pelo news.detik.com.
Dois instrumentos, uma reserva
Os dois programas seguem por canais complementares. O SPHP reforça a oferta de arroz no nível do consumidor por diferentes canais de distribuição, enquanto a assistência alimentar chega diretamente às famílias beneficiárias para cobrir o consumo doméstico. «Com estoques robustos e uma rede nacional de armazéns, os dois programas são executados em larga escala de Sabang a Merauke, como parte das medidas do governo para manter a estabilidade alimentar em toda a Indonésia», disse Rizal. Ele acrescentou que, nesse formato, a Reserva Governamental de Arroz (CBP) não fica apenas guardada nos armazéns, mas é movimentada continuamente, sustentando o equilíbrio entre oferta e preços.
Uma missão perto de 4,5 milhões de toneladas
«Se somarmos todas essas metas e alocações para 2026 — 828 mil toneladas de arroz do SPHP, mais 1 milhão de toneladas adicionais de SPHP, além da assistência alimentar de fevereiro-março, julho-setembro e outubro-dezembro —, a escala da missão do governo por meio da CBP em 2026 se aproxima de 4,5 milhões de toneladas», afirmou Rizal. As alocações citadas por ele são:
- SPHP: meta inicial de 828 mil toneladas, ampliada depois em mais 1 milhão de toneladas;
- assistência alimentar de fevereiro-março: teto de 664.888 toneladas;
- assistência alimentar de julho-setembro: 997.332 toneladas;
- assistência alimentar de outubro-dezembro: necessidade estimada em cerca de 997 mil toneladas.
O milhão adicional do SPHP e a rodada de ajuda do fim do ano elevam o uso da CBP acima dos anos anteriores, disse Rizal, para quem o volume mostra a capacidade mobilizada para reforçar a oferta de mercado e sustentar o acesso a alimentos de dezenas de milhões de famílias beneficiárias.
Estoques e a janela de fim de ano
A BULOG mantém cerca de 4,6 milhões de toneladas de arroz distribuídas por sua rede nacional de armazéns. Até 16 de setembro, a distribuição do SPHP havia alcançado 799.593 toneladas, ou 96,57% da meta original; a assistência alimentar de fevereiro-março entregou cerca de 662.867 toneladas e a de julho-setembro cerca de 618.581 toneladas. No total, aproximadamente 2,08 milhões de toneladas foram liberadas pelas três missões, disse Rizal.
A preparação será reforçada na virada do ano, incluindo o período de Natal e Ano-Novo e a antecipação de uma estação seca prevista como mais seca e mais longa. Foi por isso que o SPHP recebeu a alocação adicional de 1 milhão de toneladas, enquanto a assistência alimentar continua de outubro a dezembro com necessidade estimada em cerca de 997 mil toneladas. A BULOG afirmou que vai manter a prontidão dos estoques, acelerar as entregas e ampliar o alcance da distribuição para que a reserva seja acionada conforme a necessidade de cada região.