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Carne suína do Brasil tem semestre recorde nas exportações com consumo interno mais fraco

O Brasil exportou 785,4 mil toneladas de carne suína no primeiro semestre de 2026, o maior volume para um semestre desde o início da série da Secex em 1997, segundo o Cepea. O consumo interno mais lento direcionou a oferta ao mercado externo e, pela primeira vez, todos os meses superaram 110 mil toneladas.

Carne suína do Brasil tem semestre recorde nas exportações com consumo interno mais fraco

Semestre recorde para a carne suína brasileira

A indústria brasileira de carne suína encerrou o primeiro semestre de 2026 com o melhor desempenho exportador já registrado, à medida que a demanda interna mais lenta levou os frigoríficos a se apoiarem mais nos compradores internacionais para equilibrar a oferta. Dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) na quinta-feira (09.07) mostram que o Brasil exportou 785,4 mil toneladas de carne suína entre janeiro e junho, o maior volume para um primeiro semestre desde o início da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em 1997.

Segundo o vgnoticias.com.br, o consumo mais fraco no país deixou o setor com um excedente de produção, e o aumento das exportações ajudou a absorver essa sobra. O resultado marca um marco para uma indústria que recorre cada vez mais aos mercados externos para escoar volumes que os compradores domésticos não estão levando.

Embarques estáveis mês a mês

Além do total, o Cepea destacou a regularidade dos embarques. Pela primeira vez, todos os meses do primeiro semestre superaram a marca de 110 mil toneladas de carne suína exportada, desempenho classificado pelo centro como inédito. Essa regularidade chama a atenção porque as exportações de suínos costumam ganhar força na segunda metade do ano, em vez de sustentar volumes altos já a partir de janeiro.

Perspectiva para o segundo semestre

Tradicionalmente, os embarques brasileiros de carne suína ganham força nos últimos meses do ano. Com base nisso, os pesquisadores do Cepea esperam que o setor mantenha o ritmo atual e possa ampliar ainda mais os embarques até dezembro, caso a demanda externa continue favorável.

Para os importadores, os números apontam o Brasil como uma fonte confiável de volumes grandes e estáveis de carne suína rumo à parte sazonalmente mais forte do ano. Para os produtores, o canal exportador tornou-se a principal saída para a oferta que os compradores internos deixam de lado, aliviando o excedente que o consumo interno mais fraco criaria.

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