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Brasil bate recordes de exportação e receita com carne bovina em 2025

O Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina e faturou quase US$ 18 bilhões em 2025, segundo o Beef Report 2026 da Abiec. A produção chegou a 12,35 milhões de toneladas equivalente carcaça, levando o país à liderança mundial tanto na produção quanto nas exportações.

Brasil bate recordes de exportação e receita com carne bovina em 2025

Receita de exportação se aproxima de US$ 18 bilhões

O Brasil registrou recordes de produção, exportação e receita no setor de carne bovina em 2025, consolidando sua posição no centro do mercado pecuário mundial. Segundo o Beef Report 2026 da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, Abiec, o país embarcou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina e faturou quase US$ 18 bilhões no ano.

O Correio Braziliense informou que a carne brasileira foi comercializada em 177 destinos, proporcionando aos exportadores uma base de clientes ampla e cada vez mais diversificada. Esse alcance reduz a dependência de um único comprador e torna a oferta do Brasil relevante para importadores de várias regiões. Os números da Abiec também confirmam que o país permaneceu como o maior exportador mundial de carne bovina em 2025.

Brasil assume liderança na produção mundial

O Brasil também se tornou o maior produtor mundial de carne bovina em 2025, com 12,35 milhões de toneladas equivalente carcaça. O Diário do Comércio afirmou que os indicadores apresentados no lançamento do relatório, em Brasília, consolidaram o país como líder global em produção e exportação. O avanço ocorreu em um contexto de redução dos rebanhos em importantes países concorrentes, segundo o Correio Braziliense.

A Abiec atribui a expansão ao aumento da produtividade, e não à abertura de novas áreas para a pecuária. Nos últimos 30 anos, a produtividade do setor cresceu 183%, enquanto a área de pastagens caiu 18%, para aproximadamente 160 milhões de hectares. No mesmo período, cerca de 27,9 milhões de hectares anteriormente ocupados por pastagens foram destinados à agricultura e a outras atividades. Atualmente, as pastagens ocupam aproximadamente 19% do território brasileiro, enquanto a vegetação nativa cobre 64%.

Sistemas intensivos alteram a oferta de gado

Os sistemas intensivos de terminação ganham participação na produção. Confinamentos e Terminação Intensiva a Pasto, a TIP, responderam por 23% dos bovinos abatidos formalmente em 2025. Aproximadamente 19 milhões de animais receberam dietas com alta concentração de concentrados durante o ano, indicando maior uso de tecnologia e insumos de alimentação no ciclo produtivo.

A participação das fêmeas no abate formal atingiu o recorde de 46,8% em 2025. A Abiec relacionou o resultado ao avanço do descarte técnico e aos ganhos de produtividade dos rebanhos. Para pecuaristas e frigoríficos, a elevada participação de fêmeas é um indicador importante de oferta, pois afeta tanto a disponibilidade atual de carne quanto a futura capacidade de reprodução do rebanho.

Valor da cadeia cresce com metas mais exigentes de emissões

A cadeia brasileira da carne bovina movimentou mais de R$ 1,15 trilhão em 2025, o equivalente a cerca de 9% do produto interno bruto do país, segundo o Beef Report. A dimensão do setor faz com que mudanças na disponibilidade de gado, nos métodos de terminação e no acesso a mercados externos afetem não apenas frigoríficos e pecuaristas, mas também fornecedores de ração, empresas de logística e traders.

Um estudo de descarbonização incluído no relatório projeta redução de pelo menos 79,9% na intensidade das emissões de gases de efeito estufa por quilograma de carne produzida até 2050. A queda pode chegar a 92,6% caso sejam atingidas metas como desmatamento zero, maior adoção das tecnologias do Plano ABC+, redução da idade de abate e uso de aditivos para mitigar o metano. São projeções, e não reduções já alcançadas; sua concretização dependerá de mudanças nas fazendas e em toda a cadeia de processamento.

Análise completa do mercado

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