Bihar articula instituições agrícolas e comerciais para ampliar setor de especiarias
A RPCAU e o Conselho de Especiarias da Índia querem fortalecer a cadeia de valor do setor em Bihar. A iniciativa prioriza testes de qualidade, rastreabilidade, processamento, contato direto com exportadores e preços melhores para os agricultores.
Produtores e exportadores se reúnem em Pusa
A Universidade Agrícola Central Dr. Rajendra Prasad, ou RPCAU, e o Conselho de Especiarias do Ministério do Comércio e Indústria da Índia iniciaram uma ação coordenada para fortalecer a posição de Bihar no setor. Na sexta-feira, as instituições organizaram uma rodada entre compradores e vendedores no auditório Vidyapati da universidade, em Pusa, aproximando os produtores de possíveis parceiros comerciais.
Segundo o Prabhat Khabar, participaram mais de 200 produtores de especiarias, integrantes de organizações de produtores rurais, comerciantes, cientistas e estudantes. O evento também recebeu cerca de 53 exportadores de diversas partes da Índia, inclusive Kerala e Assam. Os debates trataram de oportunidades comerciais, relações entre exportadores, agricultores e FPOs, agregação de valor e acesso a mercados.
Potencial produtivo enfrenta gargalos comerciais
O vice-chanceler da RPCAU, Dr. P. S. Pandey, afirmou que as condições agroclimáticas de Bihar são adequadas para cúrcuma, gengibre, coentro, feno-grego e outras especiarias de alto valor. Para ele, o principal desafio não é a produção, mas as conexões comerciais, a garantia de qualidade, o marketing, a exportação e a agregação de valor.
O potencial abrange vários distritos. O diretor de Marketing do Conselho de Especiarias, Bashisth Narayan Jha, apontou Samastipur, Muzaffarpur, Vaishali, Champaran, Darbhanga, Madhubani, Begusarai, Nalanda, Gaya e Bhagalpur como áreas capazes de produzir cúrcuma, gengibre, pimenta e especiarias em grão de alta qualidade.
Jha disse que o Conselho de Especiarias classificou Bihar como estado prioritário e considera a RPCAU uma parceira importante. Ele estimou a contribuição das exportações indianas de especiarias em mais de 420 bilhões de rúpias e afirmou que Bihar ainda possui amplo potencial exportador não aproveitado. O encontro não anunciou metas estaduais de produção, capacidade de processamento ou exportação.
Qualidade, rastreabilidade e venda direta
A parceria pretende reduzir a intermediação, implantar a rastreabilidade, promover registros de indicação geográfica e ajudar agricultores a obter preços mais altos. Essas medidas são essenciais nas cadeias exportadoras, nas quais os compradores exigem especificações constantes e comprovação de origem e manuseio.
A RPCAU pretende apoiar as FPOs com conhecimento técnico sobre comercialização, exportação e material de plantio de qualidade. A universidade também planeja desenvolver variedades melhoradas, tecnologias pós-colheita e modelos de conexão com o mercado. O objetivo declarado é ajudar os produtores a ir além do cultivo primário e atuar como empreendedores rurais.
O Dr. Pandey pediu apoio do Conselho de Especiarias para instalar um laboratório de qualidade na universidade. Uma estrutura local reduziria o percurso entre produção, análise e aprovação comercial. Até que essa capacidade exista, o conselho ofereceu testes, promoção das exportações e capacitação por meio de seu Laboratório de Avaliação da Qualidade em Calcutá.
Processamento definirá o resultado comercial
O contato direto com exportadores pode esclarecer aos agricultores e às FPOs as exigências sobre variedades, qualidade, volumes e entregas. Contudo, ele não substitui limpeza, secagem, classificação, armazenagem, embalagem e consolidação confiável da oferta. O desenvolvimento dessas funções definirá se Bihar conseguirá fornecer lotes uniformes ou continuará vendendo volumes fragmentados por canais convencionais.
A iniciativa conecta pesquisa agrícola, gestão pós-colheita e acesso a compradores. A RPCAU e o Conselho de Especiarias pretendem ligar diretamente agricultores e exportadores, enquanto as sessões técnicas abordaram toda a cadeia de valor. O teste comercial será transformar os compromissos em compras recorrentes, fornecimento rastreável e preços mais altos na origem.