Bélgica lidera crescimento europeu das encomendas de arroz indiano
A Bélgica registrou o maior crescimento entre os mercados europeus analisados, com alta de 53,8% no valor dos embarques e de 44,5% no volume. O acesso ao mercado europeu mais amplo continua sujeito a inspeções, limites de resíduos e rastreabilidade.
Bélgica torna-se o mercado europeu de maior crescimento
A Bélgica apresentou o crescimento mais rápido entre os destinos europeus destacados em uma análise da Federação Indiana de Exportadores de Arroz, baseada em dados da Direção-Geral de Inteligência Comercial e Estatística. Entre novembro de 2025 e março de 2026, o valor dos embarques para a Bélgica aumentou 53,8%, enquanto o volume cresceu 44,5%. Os números colocam o país como o mercado europeu mais dinâmico da amostra e mostram que as encomendas foram sustentadas por mais entregas físicas, não apenas por valores unitários maiores.
A demanda também se fortaleceu em outros mercados europeus. O valor exportado para a Alemanha subiu 33,5% e o volume, 24,6%. A França registrou crescimento de 31,3% em valor e de 32,9% em volume, enquanto o Reino Unido avançou 26,9% e 25,6%, respectivamente. Nos Países Baixos, o valor aumentou 20,5% e o volume, 13,8%. O quadro indica demanda por arroz basmati e não basmati indiano distribuída por diversos mercados, embora a Bélgica tenha apresentado o maior avanço percentual.
Expansão das exportações vai além da Europa
O desempenho europeu fez parte de uma expansão mais ampla em 26 mercados prioritários. Segundo o Sanmarg, a análise da Federação Indiana de Exportadores de Arroz mostrou que a Índia enviou 4,79 milhões de toneladas de arroz basmati e não basmati, no valor de 234,76 bilhões de rupias, para esses destinos entre novembro de 2025 e março de 2026. Em relação à média do mesmo período de 5 meses nos 3 anos anteriores, o valor aumentou 1,1% e o volume, 5,6%. Onze dos 26 mercados cresceram nos dois indicadores.
Os Emirados Árabes Unidos registraram o maior aumento geral, com alta de 65% em valor e de 64% em volume. Fora da Europa, o volume avançou 42,9% para a África do Sul, 34,1% para o Quênia e 29,9% para o Senegal. Os embarques para o México cresceram 50,9% em volume, mas apenas 22,1% em valor. Essa diferença mostra por que exportadores e compradores precisam considerar a composição dos produtos e os preços obtidos, além da tonelagem.
Conformidade regulatória define o acesso
O aumento das encomendas não reduz a carga regulatória enfrentada pelos fornecedores indianos. A Autoridade para o Desenvolvimento das Exportações de Produtos Agrícolas e Alimentos Processados informa que as vendas de arroz basmati e não basmati para Estados-membros da União Europeia e outros países europeus exigem um certificado de inspeção emitido pelo Conselho de Inspeção de Exportações ou por uma Agência de Inspeção de Exportações da Índia. Os exportadores também devem cumprir os limites máximos de resíduos de cada destino. Testes, documentação e controle de agroquímicos continuam essenciais para manter os compradores europeus.
O Ministério do Comércio da Índia informou que a UE reduziu para 0,01 miligrama por quilograma o limite máximo de resíduos de vários pesticidas no arroz, incluindo uma redução do triciclazol a partir de 1,0 miligrama por quilograma. O ministério também relatou vários alertas europeus envolvendo aflatoxinas em cargas indianas, embora nenhum tenha envolvido exportadores de Tamil Nadu ou Andhra Pradesh durante os 5 anos abrangidos pela declaração. Para beneficiadores e traders, o crescimento das encomendas belgas representa uma oportunidade sob uma condição rigorosa: garantir rastreabilidade e conformidade desde os insumos usados na lavoura até a inspeção anterior à exportação.