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AISTA descarta escassez de açúcar na Índia após alta de 15% nas usinas

A associação indiana do comércio de açúcar afirma que os estoques atendem à demanda doméstica, apesar da alta de aproximadamente 15% nos preços de usina em menos de um mês. A AISTA pediu a usinas, comerciantes e compradores que mantenham o abastecimento e evitem compras por pânico ou armazenagem especulativa.

AISTA descarta escassez de açúcar na Índia após alta de 15% nas usinas

Associação considera os estoques suficientes

A Associação Pan-Indiana do Comércio de Açúcar rejeitou relatos de escassez no mercado doméstico e afirmou que os estoques da Índia são suficientes para atender à demanda. A manifestação ocorreu após os preços do açúcar nas usinas subirem aproximadamente 15% em menos de um mês. A preocupação com a disponibilidade também cresceu depois que o governo central restringiu as exportações para proteger o abastecimento interno e manter os preços estáveis.

Segundo o Jagran, a AISTA pediu aos associados que garantam a disponibilidade contínua de açúcar em todo o país. Em uma carta, a entidade citou uma declaração conjunta da Associação Indiana de Fabricantes de Açúcar e Bioenergia e da Federação Nacional de Usinas Cooperativas de Açúcar, divulgada na semana anterior. O documento afirma que os estoques existentes são suficientes para cobrir o consumo doméstico.

Setor é orientado a evitar compras por pânico

O presidente da AISTA, Praful Vithalani, declarou que a recente alta dos preços nas usinas criou uma percepção infundada de falta de açúcar. Ele pediu a usinas, tradings, atacadistas, distribuidores e consumidores institucionais que preservem a disponibilidade do produto em toda a Índia.

A associação usou como referência o esforço para manter o abastecimento durante a pandemia de COVID-19. As empresas foram orientadas a conservar o funcionamento regular da cadeia de suprimentos e evitar práticas capazes de interromper a distribuição. A AISTA pediu especificamente que os associados não façam compras por pânico nem armazenem açúcar para especulação. Também recomendou o cumprimento das regras governamentais e que informações enganosas e rumores sejam ignorados.

O alerta abrange toda a cadeia de valor. Se atacadistas ou grandes consumidores aumentarem estoques preventivos diante da rápida alta nas usinas, a demanda de curto prazo poderá crescer mesmo com reservas físicas suficientes. Isso pode apertar a oferta em mercados específicos e reforçar expectativas de novos aumentos. A mensagem da AISTA procura tranquilizar consumidores e impedir que o medo de escassez se transforme em pressão local sobre o abastecimento.

Preços no varejo e no atacado avançam

Dados governamentais citados pelo Jagran mostram que o preço médio do açúcar no varejo indiano alcançou ₹47,9 por quilograma em 17 de julho. O valor era de ₹47,01 um mês antes, ₹46,48 três meses antes e ₹46,34 seis meses antes. Os números indicam uma elevação gradual no varejo, consideravelmente menor que a alta aproximada de 15% registrada nas usinas em menos de um mês.

No atacado, o indicador informado subiu de ₹4.294,70 para ₹4.447,57 por quintal nos seis meses encerrados em 17 de julho. Preços mais altos nas usinas e no atacado afetam distribuidores, processadores de alimentos e compradores institucionais antes de serem integralmente repassados ao varejo. Liberações regulares dos estoques e uma distribuição estável serão importantes para limitar novas pressões.

Início antecipado da safra 2026-27 é avaliado

Os proprietários de usinas também concordaram em avaliar o início mais cedo possível da safra 2026-27, que vai de outubro a setembro, caso as condições agroclimáticas permitam. A antecipação pode acelerar a chegada do açúcar da nova safra ao mercado, mas o calendário dependerá das condições das lavouras e do clima.

A Índia está entre os maiores produtores e exportadores mundiais de açúcar, mas as medidas atuais se concentram na disponibilidade doméstica. A restrição às exportações reduz o volume acessível aos compradores estrangeiros e dá prioridade ao mercado local. Para usinas e comerciantes, a questão imediata é saber se os estoques existentes e uma distribuição ordenada conseguirão conter os preços até o próximo ciclo de produção.

Análise completa do mercado

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