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Agroexportações do Peru crescem 3,6% com demanda sustentada por frutas frescas

As exportações agrícolas do Peru alcançaram US$ 5,642 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta anual de 3,6%. Abacate, uva, mirtilo e manga lideraram os embarques não tradicionais, enquanto os Estados Unidos permaneceram como principal mercado.

Agroexportações do Peru crescem 3,6% com demanda sustentada por frutas frescas

Frutas frescas lideram as receitas de exportação

As exportações agrícolas do Peru alcançaram US$ 5,642 bilhões entre janeiro e junho de 2026, aumento de 3,6% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Irrigação, Midagri. As frutas frescas mantiveram papel central no desempenho exportador do país, apoiadas pela demanda internacional por abacate, uva de mesa, mirtilo e manga.

O abacate ocupou o primeiro lugar entre as agroexportações não tradicionais, com US$ 933 milhões e participação de 17,7% no segmento. A uva fresca veio em seguida, com US$ 789 milhões e 15,0%. O mirtilo fresco gerou US$ 427 milhões e respondeu por 8,1%, enquanto a manga fresca somou US$ 264 milhões e 5,0%. Segundo a Infobae, esses quatro produtos lideraram o ranking no primeiro semestre.

Crescimento alcança outras categorias agrícolas

A principal cesta exportadora também incluiu cacau em grão cru, com US$ 164 milhões, outras frutas frescas, com US$ 148 milhões, e aspargo fresco, com US$ 136 milhões. Manga congelada, ração animal e quinoa completaram a lista dos dez maiores produtos agrícolas não tradicionais. Em conjunto, o grupo representou 59,8% da oferta exportável do segmento, mostrando tanto o peso das principais frutas quanto a amplitude da base de produtos.

Vários produtos importantes registraram forte crescimento em comparação com junho de 2025. As exportações de mirtilo fresco aumentaram 52,7%, as de uva fresca avançaram 16,8% e as de abacate cresceram 12%. As agroexportações tradicionais também subiram, com alta anual de 8,9% para US$ 371 milhões no primeiro semestre. O café não torrado e não descafeinado dominou o segmento, com US$ 323 milhões. O açúcar refinado contribuiu com US$ 21 milhões, a lã não cardada nem penteada com US$ 6 milhões e o melaço de cana com US$ 5,3 milhões. Esses quatro produtos responderam por 95,9% das exportações agrícolas tradicionais.

Estados Unidos e Europa sustentam a demanda

Os Estados Unidos permaneceram como o maior mercado dos produtos agrícolas peruanos, com 30,5% do valor embarcado nos primeiros seis meses de 2026. Os Países Baixos ficaram em segundo lugar, com 17,2%, seguidos pela Espanha, com 7,0%. O Chile respondeu por 4,7%, o México por 4,0%, a Inglaterra por 3,6%, o Equador e a Colômbia por 3,3% cada, a China por 2,8% e o Canadá por 2,7%. Esses dez destinos concentraram 79,7% do valor exportado, mantendo os fornecedores expostos às condições de demanda e acesso aos mercados norte-americanos e europeus.

O Peru registrou superávit comercial agrícola de US$ 1,631 bilhão no primeiro semestre, US$ 197 milhões acima do saldo do mesmo período de 2025. O crescimento também teve ampla distribuição regional: segundo o Midagri, 15 dos 24 departamentos aumentaram suas vendas agrícolas externas. As regiões costeiras apresentaram o melhor desempenho, com avanço de 6,6%. O ministro Marco Vinelli afirmou que o governo continuará ampliando o acesso dos pequenos agricultores a água, assistência técnica, crédito, tecnologia e mecanização enquanto o país expande sua oferta agrícola.

Análise completa do mercado

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