← Voltar às notícias

Acordo Peru-Guatemala mira mercado agrícola de mais de US$ 2 bilhões

O acordo de livre comércio entre Peru e Guatemala entrou em vigor em 1º de julho e eliminou imediatamente as tarifas de 45 posições de interesse peruano. As exportações peruanas de alimentos atingiram o recorde de US$ 69,5 milhões em 2025, diante de um mercado com potencial de importação superior a US$ 2 bilhões.

Acordo Peru-Guatemala mira mercado agrícola de mais de US$ 2 bilhões

Reduções tarifárias entram em vigor

O acordo de livre comércio entre Peru e Guatemala entrou em vigor em 1º de julho e melhorou o acesso dos produtos agrícolas peruanos a um mercado cujo potencial de importação supera US$ 2 bilhões. Segundo o La República, o acordo abre oportunidades para grandes exportadores e pequenos produtores de frutas, hortaliças, cacau, grãos andinos e alimentos processados.

O tratado identifica 112 posições tarifárias de interesse do Peru. As tarifas de 45 delas foram eliminadas imediatamente. A Guatemala importava de terceiros países os bens cobertos por essas posições por aproximadamente US$ 468 milhões, criando um mercado definido no qual os fornecedores peruanos poderão competir sob as novas condições. O potencial restante dependerá dos cronogramas e requisitos aplicáveis às demais posições.

Exportações partem de uma base modesta

As vendas peruanas de alimentos à Guatemala ainda são pequenas diante do potencial do mercado. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Irrigação, Midagri, os embarques atingiram o recorde de US$ 69,5 milhões em 2025, mas continuaram abaixo de US$ 70 milhões. Apenas 20 produtos agrícolas concentraram quase 90% dessas exportações.

Uvas frescas, frutas cítricas e óleo de palma responderam conjuntamente por 55% do valor exportado pelo Peru à Guatemala em 2025. Entre os produtos com melhores perspectivas também aparecem mangas, milho roxo, milho gigante de Cusco, preparações alimentícias à base de farinha, feijão, morango congelado, geleias, compotas e vinho. Há ainda oportunidades para hortaliças frescas, cacau e grãos andinos, embora o acesso efetivo de produtos frescos possa depender de protocolos fitossanitários.

Logística e acesso sanitário serão decisivos

O acordo começa a operar enquanto as exportações agrícolas peruanas mantêm seu crescimento. Nos primeiros cinco meses de 2026, elas alcançaram US$ 4,713 bilhões, segundo o La República, e continuaram gerando divisas e empregos. A Guatemala, com população próxima de 20 milhões de habitantes, também pode reforçar a presença peruana na América Central. O Peru já tem acordos comerciais com Panamá, Costa Rica e Honduras, enquanto negocia com El Salvador e Nicarágua.

As preferências tarifárias não garantem sozinhas o aumento das vendas. O Midagri considera necessários investimentos em rotas marítimas mais eficientes para a América Central, uma infraestrutura logística mais forte e negociações mais rápidas de protocolos fitossanitários para produtos frescos. Essas condições determinarão a competitividade dos produtores e processadores, além da participação das pequenas propriedades. Se transporte e acesso sanitário avançarem junto com a abertura tarifária, a Guatemala poderá se tornar um destino mais relevante para a oferta agrícola peruana e reduzir a dependência de mercados tradicionais com menor crescimento.

Análise completa do mercado

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, fornecer conteúdo personalizado e analisar nosso tráfego. Ao clicar em "Aceitar tudo", você consente com o uso de cookies. Você pode gerenciar suas preferências ou saber mais em nossa Política de privacidade.