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Vietnã redireciona exportações de panga à China diante de tarifas maiores nos EUA

As exportações vietnamitas de panga alcançaram US$ 1,3 bilhão nos primeiros sete meses de 2026, alta anual de 10%. As vendas à China cresceram 31%, para US$ 357 milhões, enquanto os embarques aos Estados Unidos recuaram 8% diante de direitos antidumping maiores e de uma tarifa adicional de 12,5%.

Vietnã redireciona exportações de panga à China diante de tarifas maiores nos EUA

Exportações crescem apesar da desaceleração em julho

As exportações vietnamitas de panga mantiveram o crescimento nos primeiros sete meses de 2026, embora barreiras comerciais tenham prejudicado as vendas aos Estados Unidos. Segundo a Associação Vietnamita de Exportadores e Produtores de Frutos do Mar, VASEP, a receita chegou a US$ 1,3 bilhão, avanço de 10% sobre o mesmo período de 2025.

Os embarques de julho somaram US$ 203 milhões, alta anual de 4%. O resultado mostrou que as exportações continuavam crescendo, mas em ritmo inferior ao dos meses anteriores. O desempenho geral do setor passou a depender mais da forte demanda da China e de outros mercados do que do canal norte-americano.

Direitos maiores pressionam o mercado dos EUA

Os Estados Unidos permaneceram entre os principais destinos do panga vietnamita, gerando US$ 189 milhões nos primeiros sete meses. Esse valor, porém, ficou 8% abaixo do registrado um ano antes, enquanto as exportações de julho caíram 28% em relação a julho de 2025, informou o VietnamNet, citando a VASEP.

A pressão aumentou depois que o Departamento de Comércio dos Estados Unidos publicou, em 12 de agosto, o resultado definitivo de sua 21ª revisão administrativa, conhecida como POR21. A análise cobriu panga e basa congelados do Vietnã entre 1º de agosto de 2023 e 31 de julho de 2024. Os direitos antidumping definitivos das empresas revisadas ficaram bem acima das taxas preliminares anunciadas em fevereiro de 2026.

A taxa da Biển Đông subiu de US$ 0,29 para US$ 1 por kg, aumento de quase 245%, enquanto a da NTSF avançou mais de 440%, de US$ 0,07 para US$ 0,38 por kg. CASEAMEX e NAVICO, que não foram examinadas individualmente, receberam uma taxa de US$ 0,84 por kg, ante US$ 0,23, alta aproximada de 265%. As empresas sujeitas à taxa nacional do Vietnã enfrentam US$ 2,39 por kg. Além disso, os produtos vietnamitas que entram nos Estados Unidos estão sujeitos a uma tarifa adicional de 12,5% pela Section 301.

A VASEP afirmou que o peso combinado pode levar importadores norte-americanos a pedir que fornecedores dividam o custo tarifário, reduzam preços ou ajustem contratos. Alguns compradores também podem procurar outras origens. A despesa adicional reduz a competitividade do panga vietnamita diante do bagre produzido nos Estados Unidos e de outros peixes de carne branca.

China torna-se o principal motor de crescimento

A China seguiu na direção oposta. Em julho, as exportações vietnamitas de panga ao país cresceram 15% em relação ao ano anterior. Nos primeiros sete meses, chegaram a US$ 357 milhões, alta de 31%. A China respondeu por quase 27,5% da receita total e foi o maior mercado individual apresentado nos dados disponíveis.

A divergência indica uma redistribuição das vendas, e não uma contração do setor vietnamita. O crescimento na China superou a queda registrada nos Estados Unidos e sustentou a expansão total de 10%. Para processadores e exportadores, a prioridade imediata é consolidar a demanda chinesa, desenvolver outros destinos e revisar preços e contratos de clientes norte-americanos. Os importadores terão de comparar a disponibilidade e o preço competitivo do pescado vietnamita com uma carga tarifária que agora varia fortemente conforme o fornecedor.

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