Exportações vietnamitas de frutas e hortaliças à China chegam a US$ 2 bilhões no primeiro semestre
O Vietnã exportou US$ 2,0 bilhões em frutas e hortaliças para a China no primeiro semestre de 2026, alta anual de 24,7%. O mercado chinês respondeu por 55,0% do valor exportado pelo setor, apoiado pela demanda por frutas tropicais, pela safra e pela melhora no desembaraço fronteiriço.
China absorve 55% das exportações hortifrutícolas do Vietnã
As exportações vietnamitas de frutas e hortaliças chegaram a US$ 3,7 bilhões nos primeiros seis meses de 2026, aumento de 19,4% ante o mesmo período de 2025, segundo o An Ninh Thu Do. A China permaneceu, com ampla vantagem, como o maior destino e comprou US$ 2,0 bilhões em produtos.
As vendas à China avançaram 24,7% em um ano e representaram 55,0% do valor total exportado pelo setor. O mercado chinês cresceu acima da média da atividade, ampliando a concentração da receita no principal comprador.
A diferença em relação aos demais destinos foi expressiva. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com US$ 292,1 milhões, alta de 11,7% e participação de 7,9%. A Coreia do Sul ocupou a terceira posição, com US$ 170,4 milhões, crescimento de 8,1% e fatia de 4,6%.
Safra de frutas tropicais acelera embarques em junho
As exportações vietnamitas à China somaram US$ 621,2 milhões apenas em junho. O resultado ficou 56,1% acima de maio e 18,1% superior ao registrado em junho de 2025. A forte aceleração mensal coincidiu com a época de colheita de diversas frutas tropicais no Vietnã.
A demanda chinesa de importação foi especialmente forte por durião, pitaia, banana, coco fresco e manga, informou o An Ninh Thu Do. Esses produtos foram os principais vetores de demanda no semestre, enquanto a expansão sazonal da oferta sustentou o salto dos embarques em junho.
As condições operacionais nas passagens de fronteira também melhoraram. O desembaraço aduaneiro mais rápido e o avanço das empresas no cumprimento de exigências relativas a códigos de áreas de cultivo, instalações de embalagem e rastreabilidade ajudaram mais produtos a chegar ao mercado chinês. Para produtores e embaladores, o acesso depende da oferta e da demanda, mas também do cumprimento contínuo dos protocolos exigidos.
Mercados alternativos crescem a partir de bases menores
A União Europeia continuou sendo outro mercado positivo para os exportadores vietnamitas. O An Ninh Thu Do relacionou parte desse desempenho ao acordo de livre comércio entre a UE e o Vietnã. Ainda assim, Estados Unidos, UE e Coreia do Sul mantêm participações muito inferiores à da China, apesar do crescimento.
O Centro de Informações de Indústria e Comércio do Ministério da Indústria e Comércio afirmou que a fatia chinesa de 55,0% demonstra a elevada dependência vietnamita de um único mercado de exportação. Produtores, embaladores e comerciantes têm acesso a um comprador grande e próximo, mas ficam mais expostos a mudanças no consumo chinês, nas operações fronteiriças e nas regras de acesso.
Os resultados do semestre indicam que a China continuará central para as vendas do setor no curto prazo, sobretudo durante os principais períodos de safra. Ao mesmo tempo, o crescimento nos Estados Unidos, na Coreia do Sul e na UE aponta espaço para avançar em mercados de maior valor agregado. Uma contribuição maior desses destinos ampliaria a base de clientes e reduziria o impacto comercial de interrupções em um único mercado.