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Exportações de chá do Vietnã chegam perto de US$ 117 milhões com demanda dos EUA e da Rússia

O Vietnã exportou cerca de 64.500 toneladas de chá por quase US$ 117 milhões nos primeiros sete meses de 2026. A alta dos preços limitou a queda da receita, enquanto o aumento das compras dos Estados Unidos, da Rússia e de outros mercados compensou parcialmente a fraqueza do Paquistão e da China.

Exportações de chá do Vietnã chegam perto de US$ 117 milhões com demanda dos EUA e da Rússia

Safra principal impulsiona recuperação em julho

As exportações vietnamitas de chá registraram forte recuperação em julho de 2026. A melhora da oferta de matéria-prima e os preços mais altos ajudaram o setor a superar um mês de junho fraco. Segundo dados do Departamento de Alfândega citados pelo An Ninh Tiền Tệ, o país exportou cerca de 13.500 toneladas em julho, com receita próxima de US$ 28 milhões.

Na comparação com junho, o volume cresceu 71% e o valor aumentou 92%. Ante julho de 2025, os embarques ainda recuaram cerca de 1%, mas a receita avançou 15%. A diferença reflete sobretudo a melhora dos preços de exportação, e não uma expansão da quantidade vendida.

A retração de junho coincidiu com a transição entre as safras de primavera e verão, que restringiu a disponibilidade nas principais regiões produtoras. A entrada da safra principal em julho ampliou a oferta de folhas e sustentou a retomada dos embarques.

Preços maiores amortecem queda acumulada

Nos primeiros sete meses de 2026, o Vietnã exportou aproximadamente 64.500 toneladas de chá por quase US$ 117 milhões. O volume caiu cerca de 10% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto a receita recuou apenas 3% graças ao aumento do preço médio.

O preço médio de exportação no período ficou em cerca de US$ 1.811 por tonelada, alta anual de 7%. Somente em julho, chegou a aproximadamente US$ 2.060 por tonelada, 12% acima de junho e 17% superior a julho de 2025. Foi a maior média mensal desde o início de 2025.

A valorização reduz parte do impacto financeiro dos volumes menores para processadores e exportadores. Ainda assim, o setor continua exposto a mudanças bruscas na demanda de seus maiores compradores tradicionais.

Paquistão perde participação e outros mercados avançam

O Paquistão permaneceu como o maior destino do chá vietnamita nos primeiros sete meses, mas o volume caiu cerca de 67% em relação ao ano anterior e a receita recuou em ritmo semelhante. Sua participação no volume total exportado pelo Vietnã diminuiu de mais de 33% para aproximadamente 12%.

Taiwan, China, avançou para a segunda posição com cerca de 7.800 toneladas, equivalentes a 12% dos embarques totais. O volume cresceu ligeiramente e o valor aumentou aproximadamente 12%. A China continental ficou em terceiro lugar, apesar da queda de cerca de 19% nas vendas para esse mercado.

A demanda apresentou desempenho melhor em outros destinos. As exportações para Estados Unidos, Rússia, Malásia, Filipinas, Turquia, Alemanha e Ucrânia aumentaram em relação ao mesmo período de 2025. Os embarques para a Turquia cresceram mais de 280%, embora o mercado continue relativamente pequeno. As vendas para Iraque, Indonésia, Índia, Emirados Árabes Unidos e Cazaquistão diminuíram.

Os movimentos divergentes estão alterando a composição geográfica do comércio vietnamita de chá. O crescimento de um grupo mais amplo de mercados reduz a dependência do Paquistão e da China, mas vários desses destinos ainda são pequenos demais para substituir imediatamente os volumes perdidos.

Base produtiva favorece diversificação

O Vietnã ocupa a quinta posição mundial nas exportações de chá e a sétima na produção, segundo dados do setor divulgados pelo An Ninh Tiền Tệ. O país tem cerca de 130.000 hectares cultivados e produz aproximadamente 1 milhão de toneladas de folhas frescas por ano, o equivalente a quase 200.000 toneladas de chá seco.

O chá vietnamita chega a mais de 70 países e territórios. A oferta inclui chá verde, chá preto e produtos com maior grau de processamento, com espaço adicional para expansão em mercados como a Malásia. A escala produtiva permite atender uma carteira mais ampla, embora a recuperação de julho mostre que a disponibilidade sazonal de matéria-prima ainda afeta fortemente o comércio mensal.

Para produtores, processadores e comerciantes, o desafio é preservar os preços mais altos alcançados em 2026 e gerar demanda suficiente fora dos destinos tradicionais para estabilizar o volume. A rápida perda de participação do Paquistão mostra o risco de depender de um grande comprador, enquanto o avanço dos Estados Unidos, da Rússia e de outros mercados abre canais alternativos.

Análise completa do mercado

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