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Exportações vietnamitas de castanha de caju somam US$ 3,37 bilhões em oito meses

O Vietnã exportou 477.894 toneladas de amêndoa de castanha de caju por US$ 3,37 bilhões nos oito primeiros meses de 2026: o volume caiu 0,9% e a receita subiu 2,8% por causa do preço. China e Estados Unidos gastaram mais de US$ 1,54 bilhão e respondem por 45,6% do volume exportado.

Exportações vietnamitas de castanha de caju somam US$ 3,37 bilhões em oito meses

O Vietnã exportou 477.894 toneladas de amêndoa de castanha de caju por US$ 3,37 bilhões nos oito primeiros meses de 2026, segundo dados da Alfândega citados pelo vietbao.vn. O volume recuou 0,9% ante o mesmo período de 2025, enquanto a receita subiu 2,8% — todo o ganho veio do preço.

Somente em agosto foram embarcadas 65.880 toneladas, no valor de US$ 474,54 milhões, queda de 6,6% em volume e de 6% em valor ante julho. Na comparação com agosto de 2025, o volume caiu 5,4%; o soha.vn informa que o valor ainda avançou 0,2% na base anual, enquanto o vietbao.vn descreve o mesmo valor com recuo de 0,2%.

O preço sustenta a receita

O preço médio de exportação em agosto ficou em cerca de US$ 7.203 por tonelada, 0,7% acima de julho. O soha.vn estima a diferença para o ano anterior em torno de 6%, e o vietbao.vn cita 5,9%. No acumulado de oito meses, a média foi de US$ 7.061 por tonelada, alta de 3,7%.

Segundo a Associação Vietnamita da Castanha de Caju (Vinacas), o país fornece cerca de 80% das amêndoas de caju comercializadas no mundo. O soha.vn informa que o produto já chega a 112 países e territórios.

No mercado físico, os preços permaneceram estáveis nas últimas semanas. Em Dordrecht, na Holanda, a amêndoa brasileira foi cotada em torno de 6,55 euros por quilo, cerca de US$ 7,46, praticamente sem alteração desde o início de setembro.

China e Estados Unidos absorvem uma fatia maior

A China seguiu como maior compradora, com 115.286 toneladas no valor de US$ 839,5 milhões em oito meses, alta de 6,4% em volume e de 22,4% em valor na base anual. Só em agosto, comprou 16.029 toneladas por cerca de US$ 121 milhões. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com 102.946 toneladas e US$ 704,5 milhões, altas de 8,7% e 10,5%, respectivamente.

Juntos, os dois mercados gastaram mais de US$ 1,54 bilhão e responderam por 45,6% do volume exportado pelo Vietnã, ante 42,1% um ano antes. Os destinos seguintes em valor foram:

  • Holanda — US$ 247,4 milhões
  • Alemanha — US$ 135,6 milhões
  • Canadá — US$ 92,8 milhões

A Holanda é a principal porta de entrada do caju vietnamita na Europa. Dados do Ministério da Indústria e Comércio citados pelo vietbao.vn mostram que o Vietnã forneceu 74% das importações holandesas de caju nos dois primeiros meses de 2026.

Concorrência se acirra no Canadá

O Vietnã respondeu por 80,7% das importações canadenses de caju nos sete primeiros meses de 2026, ante 83,6% um ano antes. Os embarques vietnamitas para o Canadá caíram para cerca de 6.280 toneladas e US$ 43 milhões, queda de 10,6% em volume e de 4,5% em valor. A Costa do Marfim elevou sua fatia no mercado canadense de 4,6% para 12,4%, e China e Emirados Árabes Unidos também ampliaram presença. Ainda assim, o preço médio de importação do caju vietnamita no Canadá subiu 6,8%, o que o vietbao.vn lê como um deslocamento da concorrência para qualidade e valor do produto, e não apenas volume.

O valor continua concentrado na amêndoa sem beneficiamento

O Vietnã é um dos maiores polos mundiais de processamento de caju, mas a matéria-prima local não cobre a demanda das fábricas. A Vinacas afirma que os processadores seguem importando grandes volumes de castanha crua, o que deixa o setor exposto aos preços e à oferta internacional de matéria-prima.

A maior parte das exportações continua sendo amêndoa sem beneficiamento. O vietbao.vn aponta castanha torrada com temperos, pasta de caju, bebida de caju, alimentos nutricionais e produtos prontos para o consumidor como as categorias com espaço para crescer, e argumenta que ampliar a participação delas reduziria a dependência das oscilações de preço da amêndoa e reteria mais valor dentro do país.

O trimestre final se desenha favorável. A temporada de festivais na Índia, de meados de setembro a novembro, impulsiona o consumo de castanhas premium e já apertou a oferta à vista de amêndoa inteira, com movimento semelhante em outros mercados do Sul e do Sudeste Asiático. Na Europa e na América do Norte, o quarto trimestre é o pico de importações para o Natal e o consumo de fim de ano.

Análise completa do mercado

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