← Voltar às notícias

Contrabando de cigarros pode custar quase 20 trilhões de dongs por ano ao Vietnã em 2031

A perda anual de receitas do Vietnã com cigarros contrabandeados pode chegar perto de 20 trilhões de dongs em 2031, segundo a Associação de Tabaco do Vietnã. A partir de 2027, um regime misto de imposto seletivo acrescentará uma cobrança fixa que subirá gradualmente para 10.000 dongs por maço.

Contrabando de cigarros pode custar quase 20 trilhões de dongs por ano ao Vietnã em 2031

Produto ilegal supera 10% do mercado

Os cigarros contrabandeados representam mais de 10% do mercado de tabaco do Vietnã e atualmente retiram do orçamento público entre 4 trilhões e 5 trilhões de dongs por ano. Os números foram publicados pelo Cafebiz com base em declarações de Hồ Lê Nghĩa, presidente da Associação de Tabaco do Vietnã. Segundo estatísticas ainda incompletas, a perda acumulada nas últimas décadas pode já estar próxima de 100 trilhões de dongs.

Nghĩa afirmou que a perda anual pode chegar perto de 20 trilhões de dongs em 2031. A projeção foi apresentada em uma conferência realizada em 6 de agosto pelo escritório permanente do comitê diretor nacional de combate ao contrabando, à fraude comercial e à falsificação. O encontro tratou da aplicação da Diretriz nº 25/CT-TTg, emitida pelo primeiro-ministro em 9 de junho de 2026 para reforçar o combate ao contrabando, transporte, produção, venda, armazenamento e uso ilegal de tabaco.

O problema também afeta os fabricantes legais. Nghĩa preside ainda a estatal Vietnam National Tobacco Corporation, ou Vinataba, responsável por 70% do mercado dos associados. Em 2025, a Vinataba ficou em sexto lugar entre as empresas estatais por contribuição ao orçamento nacional e em décimo segundo quando os grupos privados foram incluídos. Uma redução de 1-2% no segmento ilegal permitiria à Vinataba e aos demais associados ampliar seus pagamentos ao orçamento, disse Nghĩa.

Novo imposto aumenta o risco da diferença de preços

A lei revisada do Vietnã sobre o imposto especial de consumo entrará em vigor em 1º de janeiro de 2027. Os cigarros passarão a ser tributados por um sistema misto, que combinará a alíquota atual de 75% com uma cobrança fixa. Essa parcela subirá de 2.000 dongs por maço em 2027 para 10.000 dongs em 2031. O setor já havia enfrentado aumentos de alíquotas proporcionais de 60% para 75%, mas nunca uma elevação dessa dimensão na cobrança fixa, afirmou Nghĩa.

A associação prevê que os preços mais altos no varejo legal estimulem a procura por produtos não tributados e atraiam mais cigarros contrabandeados a partir de 2027. Nghĩa citou Austrália e Cazaquistão como mercados que passaram por circunstâncias semelhantes. A projeção representa a avaliação da associação setorial; o material disponível não apresenta previsão independente do governo nem detalha a metodologia usada para calcular a possível perda de 20 trilhões de dongs.

A China foi apresentada como contraponto. Segundo os dados citados por Nghĩa, a indústria chinesa de tabaco recolheu US$ 251 bilhões ao orçamento estatal em 2025. Ele atribuiu esse resultado, em parte, ao combate eficaz ao contrabando de cigarros, que sustentaria preços internos e arrecadação mais elevados.

Setor busca mais recursos para fiscalização

A Associação de Tabaco do Vietnã prepara propostas para ampliar o financiamento dos órgãos responsáveis pela fiscalização. Uma delas pede ao Ministério das Finanças recursos adicionais por meio de uma taxa de destruição de 4.500 dongs por maço e de uma destinação de 200 dongs por maço aos comitês diretores. Outra permitiria usar parte do lucro anual após impostos da indústria para financiar equipamentos e ferramentas das autoridades que combatem o comércio ilegal.

Parte dos recursos também poderia apoiar comunidades vulneráveis nas regiões de fronteira e reduzir sua participação no contrabando. O trabalho de fiscalização continua perigoso: Nghĩa lembrou que uma delegação da associação participou, sete ou oito anos atrás, do funeral de um agente de controle de mercado de Tiền Giang, morto durante uma operação contra o contrabando. Uma pesquisa do Instituto de Economia e Tecnologia do Tabaco também encontrou em cigarros ilegais substâncias tóxicas e proibidas capazes de prejudicar gravemente a saúde, sobretudo o sistema nervoso e o cérebro.

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, fornecer conteúdo personalizado e analisar nosso tráfego. Ao clicar em "Aceitar tudo", você consente com o uso de cookies. Você pode gerenciar suas preferências ou saber mais em nossa Política de privacidade.