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Vietnã aprova plano 2026-2030 para criar seu próprio mercado de derivativos de commodities

O ministro da Indústria e Comércio do Vietnã assinou em 28 de setembro de 2026 a Decisão n.º 2433/QĐ-BCT, que aprova um programa de desenvolvimento do mercado de derivativos de commodities até 2030, com orientação até 2045. As metas são de 8 a 10 milhões de contratos por ano, 300 a 500 empresas participantes e preços de referência domésticos para 3 a 5 produtos-chave. Só café, arroz, borracha, pimenta e castanha de caju somam uma base física de cerca de US$ 30 bilhões por ano.

Vietnã aprova plano 2026-2030 para criar seu próprio mercado de derivativos de commodities

O Vietnã aprovou um programa de longo prazo para seu mercado de derivativos de commodities, com metas quantificadas de volume de contratos, participação empresarial e formação de preços de referência domésticos para os principais produtos agrícolas de exportação. O ministro da Indústria e Comércio assinou em 28 de setembro de 2026 a Decisão n.º 2433/QĐ-BCT, que aprova o programa “Desenvolvimento do mercado de derivativos de commodities no Vietnã no período 2026-2030, com orientação até 2045”, segundo o VnEconomy.

O Ministério da Indústria e Comércio afirma que o mercado já funciona como instrumento de gestão do risco de preço para as empresas, mas que a maior parte das operações ainda passa pela conexão com mercados estrangeiros. Em 2025 foram negociados cerca de 1,54 milhão de contratos, com giro superior a 1,9 quatrilhão de dongs, de acordo com Công Luận e Tạp chí Kinh tế Tài chính. Só café, arroz, borracha, pimenta e castanha de caju representam uma base física de aproximadamente US$ 30 bilhões por ano.

Metas até 2030

  • cerca de 10 produtos em que o Vietnã tem escala e vantagem comparativa
  • formação gradual de preços de referência domésticos para 3 a 5 produtos-chave
  • 8 a 10 milhões de contratos por ano
  • 300 a 500 empresas participantes
  • 20% a 30% das empresas dos setores prioritários protegendo o risco de preço com derivativos

Frente à base de 1,54 milhão de contratos em 2025, a meta de volume implica crescimento de cinco a seis vezes em cinco anos. A taxa de hedge é a exigência mais dura: levar a 20-30% a fatia de empresas dos principais setores exportadores que usam derivativos contra oscilações de preço é o que prenderia a praça ao comércio físico, e não ao giro financeiro.

Um roteiro em duas etapas

A primeira etapa, de 2026 a 2027, concentra recursos nos alicerces do mercado: sistema de negociação, compensação e liquidação, supervisão de mercado e gestão de riscos.

A segunda etapa, de 2028 a 2030, amplia a lista de produtos e desenvolve contratos de origem vietnamita. É por eles que devem surgir os preços de referência domésticos, com ampliação simultânea da conectividade internacional.

Bolsa, balcão e mercado físico

O mercado vai operar sob um modelo unificado que combina a negociação centralizada em bolsa com um segmento de balcão, conforme as regras legais vigentes em cada período. A bolsa de mercadorias tem papel central na organização dos negócios, na formação de preços e na liquidez, enquanto o segmento de balcão deve atender demandas específicas das empresas e ser padronizado por etapas.

Para manter os derivativos atrelados à cadeia de valor e evitar que o mercado vire um canal puramente financeiro, o programa prevê o desenvolvimento paralelo de armazenagem, serviços de entrega, inspeção de qualidade, infraestrutura digital e bases de dados. Gestão de margens, compensação centralizada e supervisão de operações em tempo real aparecem como salvaguardas do sistema, segundo o VnEconomy.

Trilha legislativa e o horizonte de 2045

O programa concretiza a Resolução n.º 19-NQ/TW de 28 de julho de 2026 e foi concebido como base prática para o projeto de Lei de Negociação de Derivativos de Commodities em exame na Assembleia Nacional. O Departamento de Gestão e Desenvolvimento do Mercado Interno descreveu o documento como uma passagem da formação do mercado para seu desenvolvimento em profundidade, com estrutura, cronograma e vínculo com a economia real.

Até 2045, o Vietnã quer um mercado de derivativos de commodities com escala e grau de conexão de ponta no Sudeste Asiático, no qual 3 a 5 produtos nacionais deixem de ser apenas referência interna e passem a participar da formação de preços regionais. O programa abrange ainda a formação de profissionais qualificados, a difusão de conhecimento sobre os instrumentos e o reforço da capacidade de gestão de riscos em empresas e cooperativas.

Análise completa do mercado

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