Vietnã lidera crescimento entre os principais fornecedores hortifrutícolas da China
O Vietnã forneceu US$ 2,2 bilhões em frutas e hortaliças à China no primeiro semestre de 2026, alta anual de 20%. Sua participação subiu para 16,1%, aproximando o país do Chile na disputa pela segunda posição.
Maior crescimento entre os principais fornecedores
O Vietnã reforçou sua posição no mercado chinês de frutas e hortaliças nos primeiros seis meses de 2026 e registrou o maior crescimento entre os três principais fornecedores do país. As importações chinesas provenientes do Vietnã alcançaram US$ 2,2 bilhões, avanço de 20% sobre o mesmo período de 2025, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas da China divulgados pelo Thanh Nien.
A participação vietnamita no mercado chinês subiu de 14% para 16,1%. O país permaneceu em terceiro lugar, atrás de Tailândia e Chile, mas reduziu para menos de US$ 100 milhões a distância em relação ao fornecedor sul-americano. Segundo o Thanh Nien, se o ritmo atual continuar, o Vietnã deverá superar o Chile e tornar-se a segunda maior origem das importações chinesas de frutas e hortaliças.
China gasta mais de US$ 13 bilhões com importações
A China gastou mais de US$ 13 bilhões com importações de frutas e hortaliças no primeiro semestre de 2026, aumento anual de 4,3%. A Tailândia manteve a liderança, com vendas superiores a US$ 5 bilhões e participação próxima de 37%. Seus embarques cresceram 17% em relação ao ano anterior.
O Chile forneceu quase US$ 2,3 bilhões em produtos, mas suas vendas caíram 23%. Especialistas citados pelo Thanh Nien associaram parte da queda à longa distância entre Chile e China, que eleva os custos de transporte e reduz a competitividade dos produtos frescos. Vietnã e Tailândia conseguem entregar mercadorias mais frescas por rotas menores, vantagem que ganhou importância diante das tensões no Oriente Médio e do choque nos preços do petróleo registrado em 2026.
Outros fornecedores do Sudeste Asiático, como Filipinas, Malásia e Camboja, também apresentaram forte crescimento entre as dez principais origens da China, embora suas vendas ainda sejam relativamente limitadas. Os dados mostram um movimento mais amplo em direção ao abastecimento regional, sobretudo nos produtos cujo valor comercial depende do frescor e do custo logístico.
Durião lidera as vendas vietnamitas
O durião continuou sendo o maior componente das exportações vietnamitas de frutas e hortaliças para a China. Os embarques somaram US$ 863 milhões no primeiro semestre, alta anual de 19%. Com o Planalto Central entrando na temporada de colheita, o Thanh Nien informou que a receita de exportação deverá continuar avançando. A China também ampliou as compras de banana, pitaia, manga e jaca vietnamitas.
O perfil da demanda chinesa abre novas oportunidades, mas também aumenta as exigências para os exportadores. O Ministério da Indústria e Comércio do Vietnã informou que a China mantém forte demanda por frutas tropicais importadas e está migrando para variedades premium. Os compradores prestam mais atenção à qualidade com o aumento da preocupação com a saúde, enquanto o rápido crescimento das indústrias de lanches e panificação sustenta a procura por frutas processadas.
A banana pode criar uma oportunidade adicional. O Thanh Nien informou que o tufão Maysak provocou danos significativos em áreas produtoras de Guangxi, incluindo Nanning, Beihai e Chongqing, e que a recuperação da produção pode levar de 8 a 12 meses. Os fornecedores vietnamitas estão bem posicionados para atender à demanda imediata, mas a continuidade do crescimento dependerá de qualidade constante, volumes confiáveis de colheita e capacidade para cumprir as exigências chinesas para produtos frescos e processados.