Vendas de medicamentos em farmácias russas sobem 12% e chegam a 1.177,8 bilhões de rublos
As vendas de medicamentos no canal farmácia da Rússia somaram 1.177,8 bilhões de rublos entre janeiro e julho de 2026, alta de 12% em valor, segundo dados de mercado citados pelo Pharmvestnik. O avanço veio dos preços e da migração do consumidor para produtos mais caros, enquanto o volume em embalagens caiu. O índice de preços ficou em 2,5%, inteiramente puxado por produtos fora da lista estatal de medicamentos essenciais.
As vendas de medicamentos no canal farmácia da Rússia somaram 1.177,8 bilhões de rublos nos sete primeiros meses de 2026, valor 12% superior ao registrado entre janeiro e julho de 2025, segundo dados de mercado citados pelo Pharmvestnik. O aumento veio dos preços e do deslocamento da demanda para produtos mais caros, e não de maior consumo: medido em embalagens, o mercado recuou.
Os analistas citados pela publicação associam o crescimento em valor aos processos inflacionários e à mudança dos consumidores para medicamentos mais caros. Os dois fatores descrevem um mercado que se expande em rublos e perde volume físico, o que afeta diretamente os fabricantes cujo portfólio se concentra na faixa baixa de preços.
Toda a alta de preços está fora da lista regulada
O índice de preços de medicamentos no período de sete meses foi de 2,5%. Toda essa alta veio de produtos não incluídos na lista de medicamentos vitais e essenciais (ЖНВЛП), na qual a inflação chegou a 3,9%. Os preços dos medicamentos da lista, cujos preços máximos de fabricante são registrados pelo Estado, seguiram em direção oposta: o índice desse grupo ficou em -0,5% em 2026.
Essa divisão indica que os 12% de crescimento em valor são apenas em parte efeito de preço. Com índice geral de 2,5%, a maior parte do aumento vem da mudança na composição da cesta: o comprador leva embalagens mais caras dentro das mesmas categorias terapêuticas.
Medicamentos baratos seguem saindo do sortimento
A retirada do sortimento barato já dura muitos anos, aponta o Pharmvestnik. De janeiro a julho, os medicamentos com preço abaixo de 100 rublos responderam por apenas 2,8% das vendas em valor nas farmácias. Em embalagens, o peso segue relevante, quase 22%, o que mostra a distância de preço entre esse segmento e o restante do mercado.
A faixa de 100 a 500 rublos continua liderando a demanda e concentra quase metade de todas as vendas em embalagens. É também o patamar em que os fabricantes preferem posicionar seus produtos na substituição de importações ou ao ampliar a oferta de uma denominação comum internacional com genéricos sem marca, o que torna essa faixa a mais disputada.
Segmento com receita cresce e o isento cai
A queda de volumes em embalagens atingiu principalmente os produtos isentos de prescrição. Os analistas atribuem o movimento à baixa incidência de infecções virais respiratórias agudas na temporada de resfriados, à migração dos compradores para os canais on-line e à busca por preços mais vantajosos.
O segmento de prescrição cresceu acima do mercado, puxado pela demanda por tratamentos contra a obesidade e pela troca de pacientes por medicamentos mais caros. A combinação eleva o tíquete médio, mas não acrescenta embalagens.
Metade do top 100 de fabricantes perde volume
Em um mercado que encolhe em termos físicos, a maioria das empresas registra dinâmica negativa em embalagens e muitas perdem participação. Entre os 100 maiores fabricantes, que juntos detêm 90% do mercado:
- 32 empresas ampliaram as vendas em embalagens;
- 18 mantiveram os volumes do ano anterior, com variação entre -2% e +2%;
- 50 empresas registraram queda expressiva nas vendas em embalagens.
As dez maiores fabricantes russas detêm 31,7% do mercado farmacêutico de varejo e sete delas estão entre as que perdem participação. O maior ganho de participação em embalagens entre os dez principais produtores nacionais nos sete meses coube à ПФК Обновление (Renewal), sustentado pelo aumento de volumes em preparados nasais (grupo ATC R01), produtos para doenças oculares (S01) e medicamentos que atuam sobre o sistema renina-angiotensina (C09). Outros dois produtores russos, Genel e Озон, também ganharam participação, com dinâmica bem mais fraca.