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UEE revê regras para bebidas alcoólicas diante de diferenças nacionais

A Comissão Econômica Eurasiática e a Armênia discutem como conciliar requisitos comuns de segurança com a regulação nacional. Ensaios, reconhecimento de documentos e remoção de barreiras internas serão decisivos para os produtores.

UEE revê regras para bebidas alcoólicas diante de diferenças nacionais

Segurança comum e regulação nacional

A União Econômica Eurasiática analisa como seus requisitos comuns de segurança para bebidas alcoólicas devem funcionar ao lado das normas nacionais. O impacto prático sobre os produtores e as vendas entre os países do bloco estão no centro da discussão. Segundo o DKNews.kz, o ministro de Regulação Técnica da Comissão Econômica Eurasiática, Alexander Subbotin, e o vice-primeiro-ministro da Armênia, Mher Grigoryan, trataram do tema em Yerevan em 28 de agosto.

As conversas se concentraram no regulamento técnico da UEE “Sobre a segurança dos produtos alcoólicos”. O documento estabelece requisitos obrigatórios para produção, armazenamento, transporte, venda e descarte, além de rotulagem, embalagem e avaliação de conformidade. A norma foi adotada em 2018, e o fim de suas disposições transitórias havia sido adiado para 1º de janeiro de 2027.

O desafio vai além de criar um padrão único para o produto. A Comissão precisa conciliar os requisitos de segurança do bloco com os modelos nacionais de regulação do setor de bebidas alcoólicas. Subbotin afirmou que as regras devem garantir a segurança, considerar as características dos mercados nacionais e preservar a livre circulação de mercadorias dentro da União.

Procedimentos definem o acesso ao mercado

Para os fabricantes, o efeito comercial dependerá principalmente da aplicação das regras. Diferenças entre exigências nacionais ou práticas de fiscalização podem obrigar uma empresa presente em vários mercados da UEE a realizar ensaios adicionais e emitir novos documentos. Por isso, a reunião também abordou a remoção de obstáculos ao comércio mútuo e o aperfeiçoamento da avaliação de conformidade.

O Cazaquistão mostra como as normas nacionais e as do bloco podem se sobrepor. Em 2025, o país colocou em vigor um regulamento técnico nacional para produtos alcoólicos, embora continue sujeito ao marco da UEE. A interação entre os dois sistemas afeta diretamente os produtores cazaques que vendem no mercado doméstico ou em outros países membros.

Nenhuma alteração específica nem um cronograma para novas decisões foram anunciados após a reunião. A discussão indicou, porém, que a atenção está passando do texto do regulamento para sua aplicação. Para as empresas, a aceitação de certificados, os métodos de ensaio e as responsabilidades das autoridades nacionais podem ser tão importantes quanto os requisitos do próprio produto.

Laboratórios passam a integrar o sistema comercial

Subbotin também visitou o Instituto de Normalização e Metrologia da Armênia, onde conheceu a infraestrutura de calibração e pesquisa e o trabalho dos laboratórios. As autoridades analisaram o suporte metrológico, os ensaios de produtos, os padrões e os métodos usados para cumprir os regulamentos técnicos da UEE.

Essa infraestrutura é essencial para o mercado comum. Requisitos uniformes não eliminam barreiras se os laboratórios adotarem métodos distintos ou se as autoridades não reconhecerem os documentos de conformidade emitidos por outros membros. A comparabilidade dos ensaios e a confiança nos resultados determinam se um certificado abrirá outro mercado sem a repetição dos procedimentos.

O DKNews.kz também lembrou que Subbotin havia defendido a redução de barreiras excessivas na aplicação prática das leis da UEE durante uma reunião com empresas em Minsk, em agosto. Fabricantes, distribuidores e comerciantes avaliarão a próxima etapa pelos resultados: procedimentos previsíveis, reconhecimento mútuo de resultados laboratoriais e ausência de obstáculos nacionais adicionais.

Análise completa do mercado

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