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Três produtores geraram 83% do lucro do setor de bebidas alcoólicas da Ucrânia

Os fabricantes ucranianos de bebidas alcoólicas e tabaco obtiveram lucro conjunto de 5,3 bilhões de hryvnias em 2025, mas os ganhos ficaram concentrados em poucas empresas. Três produtores geraram quase 83% do lucro do setor de bebidas alcoólicas, enquanto a JTI Ukraine respondeu por cerca de 94% do lucro da fabricação de tabaco.

Três produtores geraram 83% do lucro do setor de bebidas alcoólicas da Ucrânia

Crescimento da receita esconde um mercado desigual

Os fabricantes ucranianos de bebidas alcoólicas e tabaco registraram receita líquida conjunta de 104,6 bilhões de hryvnias e lucro de 5,3 bilhões de hryvnias em 2025, segundo o dengi.ua. A receita aumentou 7,2% em relação ao ano anterior, enquanto o lucro avançou quase 49%. O crescimento, contudo, foi impulsionado de forma desproporcional por um grupo reduzido de produtores.

Mais de 1.400 empresas e empresários individuais atuam nas duas indústrias. A situação financeira varia amplamente: entre as companhias de bebidas alcoólicas com resultados públicos, o número de empresas lucrativas ficou próximo do total de empresas deficitárias, enquanto um único fabricante gerou quase todo o lucro agregado do setor de tabaco.

Três empresas dominam o lucro das bebidas alcoólicas

O setor de bebidas alcoólicas reúne 1.174 empresas e 184 empresários individuais que produzem destilados, vinho, sidra, outros vinhos de frutas e bagas, bebidas fermentadas e cerveja. A receita líquida cresceu 7,8% em 2025, para 84,9 bilhões de hryvnias, e o lucro avançou 17,5%, para 3,24 bilhões.

Entre os produtores com dados financeiros públicos, 188 empresas encerraram o ano com lucro e 177 registraram prejuízo. A Carlsberg Ukraine obteve o maior lucro do setor, de 1,95 bilhão de hryvnias. Na sequência ficaram a Obolon, com 429,6 milhões de hryvnias, e a LVN Limited, com 297 milhões.

Juntas, as três empresas geraram cerca de 2,68 bilhões de hryvnias, ou quase 83% do lucro total do setor. No extremo oposto, a AB InBev Efes Ukraine registrou o maior prejuízo entre os fabricantes analisados, de 392,4 milhões de hryvnias. Os números mostram que o crescimento da receita não produziu uma melhora generalizada da rentabilidade.

JTI concentra 94% do lucro do tabaco

A fabricação de tabaco na Ucrânia inclui 118 empresas e quatro empresários individuais. A receita líquida alcançou 19,72 bilhões de hryvnias em 2025, alta de 4,6% sobre 2024. O lucro aumentou 2,6 vezes, de 804,9 milhões para 2,07 bilhões de hryvnias.

Apenas 11 empresas de tabaco foram lucrativas, enquanto 27 tiveram prejuízo. A JTI Ukraine, integrante da Japan Tobacco International, registrou lucro líquido de 1,94 bilhão de hryvnias e respondeu por cerca de 94% do total do setor. BAT-Prilucky e Imperial Brands Production Ukraine também estiveram entre as fabricantes mais lucrativas, enquanto a Marshall Finest Tobacco Ukraine apresentou o maior prejuízo, de 565,1 milhões de hryvnias.

A fabricação de bebidas alcoólicas é muito maior em número de empresas e receita. O setor tem quase dez vezes mais companhias do que a fabricação de tabaco e uma receita líquida mais de quatro vezes superior. Mesmo assim, seu lucro de 3,24 bilhões de hryvnias ficou apenas moderadamente acima dos 2,07 bilhões do tabaco, equivalentes a quase dois terços do resultado das bebidas alcoólicas apesar da base de receita muito menor.

Capacidade desigual para financiar o eExcise

O lucro do comércio atacadista e varejista de produtos de tabaco seguiu a direção oposta. O segmento reúne 13.889 agentes econômicos: 2.537 pessoas jurídicas e 11.352 empresários individuais, que representam mais de 81% dos participantes. O lucro agregado das pessoas jurídicas caiu 27,1%, de 5,59 bilhões de hryvnias em 2024 para 4,08 bilhões em 2025.

A concentração dos lucros ganha relevância enquanto a Ucrânia prepara seu sistema eletrônico de impostos especiais, o eExcise. A plataforma deverá contabilizar e rastrear os produtos sujeitos ao imposto, verificar sua origem legal e confirmar o recolhimento tributário. Uma proposta prevê adiar o início obrigatório para 1º de julho de 2027, dando às empresas mais tempo para testar o sistema e integrar seus processos contábeis, produtivos, de armazenagem e de caixa.

Segundo os analistas citados pelo dengi.ua, o crescimento dos indicadores agregados não oferece a todos os produtores a mesma capacidade financeira de preparação. Para as empresas mais fortes, a integração deverá ser principalmente um projeto tecnológico. Para fabricantes deficitários ou com margens menores, os novos sistemas e as mudanças de processos podem representar uma despesa adicional.

Análise completa do mercado

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