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Trigo na CBOT recua enquanto milho e soja avançam no pregão de segunda

Os futuros do trigo em Chicago caíram na segunda-feira, 13 de julho de 2026, devolvendo parte da alta da véspera, enquanto milho e soja avançaram. As exportações de trigo dos EUA seguem 17,32% abaixo do ano passado, em 1,893 milhão de toneladas, e a China comprou 136.000 toneladas de soja da nova safra.

Trigo na CBOT recua enquanto milho e soja avançam no pregão de segunda

O trigo recua após a alta de sexta-feira

Os futuros do trigo na Chicago Board of Trade caíram na segunda-feira, 13 de julho de 2026, devolvendo parte dos fortes ganhos da sessão anterior. O contrato de setembro do trigo mole de inverno (SRW) em Chicago fechou a 6,35-1/4 $ por bushel, queda de 5 centavos, enquanto o de dezembro terminou a 6,50-1/2 $, 4 centavos abaixo, segundo a zol.ru. Em dólares por tonelada, o contrato SRW de setembro recuou para 233,41 $, uma baixa de 0,78%.

Os mercados de trigo duro cederam com mais força. O trigo duro vermelho de inverno de setembro na bolsa de Kansas City (KCBT) fechou a 6,66-1/4 $ por bushel, 10 centavos abaixo, e o de dezembro a 6,81-1/4 $, queda de 9 centavos. O trigo duro de primavera em Mineápolis (MGEX) teve desempenho misto: o contrato de setembro perdeu um quarto de centavo, para 6,53-1/4 $, enquanto dezembro ficou estável em 6,74-1/4 $.

A colheita norte-americana avança à frente do calendário. O NASS do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que 67% do trigo de inverno haviam sido colhidos até domingo, 6 pontos percentuais acima da média de cinco anos, enquanto 72% do trigo de primavera haviam espigado, em linha com a média.

Exportações ficam atrás do ano passado

Os embarques de trigo dos EUA seguem abaixo do ritmo da temporada anterior. Dados do Federal Grain Inspection Service (FGIS) mostraram exportações de 373.611 toneladas na semana encerrada em 9 de julho, com o México comprando 114.945 toneladas, as Filipinas 79.127 toneladas e o Japão 62.220 toneladas. As exportações acumuladas de 2025/26 chegaram a 1,893 milhão de toneladas, 17,32% menos que no mesmo período do ano anterior.

A concorrência do mar Negro se intensifica. Até 10 de julho, a Ucrânia havia exportado 553.000 toneladas de trigo desde o início da safra 2026/27, bem acima das 140.000 toneladas na mesma data em 2025/26. O índice de bolsa NTB do trigo russo CPT Novorossisk ficou em 15.042 rublos por tonelada, sem IVA.

Milho e soja avançam com a demanda chinesa

Os futuros do milho subiram ligeiramente. O contrato de setembro fechou a 4,41 $ por bushel, alta de 1 1/2 centavo, e dezembro ganhou 2 1/4 centavos, para 4,63-1/4 $, enquanto o de julho cedeu um quarto de centavo, para 4,37-3/4 $. O NASS classificou 68% do milho americano como bom ou excelente, estável na semana, com 16% das plantas em floração, 4 pontos acima da média de cinco anos. As inspeções de exportação somaram 1,54 milhão de toneladas na semana até 9 de julho — lideradas pelo México, com 400.015 toneladas, o Japão, com 300.620 toneladas, e o Vietnã, com 204.633 toneladas —, elevando o total do ano comercial a 72,21 milhões de toneladas, alta de 24,85% na comparação anual.

A soja avançou em toda a curva, apoiada por nova demanda chinesa. O USDA confirmou uma venda privada de 136.000 toneladas de soja da nova safra à China. O contrato de julho subiu 5 1/2 centavos, para 12,02 $ por bushel, agosto somou 5 centavos, para 11,96-3/4 $, e novembro ganhou 4 centavos, para 11,94-3/4 $. O NASS colocou 65% da lavoura em condição boa ou excelente, 1 ponto a mais, com 50% em floração. As inspeções semanais de exportação foram de 418.592 toneladas, com o Egito comprando 108.548 toneladas, o México 88.239 toneladas e a China 65.869 toneladas; os embarques acumulados da safra, de 38,29 milhões de toneladas, estão 17,6% abaixo do ano passado.

Mercados europeus

Em Paris, o trigo para moagem de setembro na Euronext (MATIF) caiu para 214,75 € por tonelada (245,12 $), queda de 0,83%, com o contrato de dezembro em 221,50 € (252,82 $). O milho seguiu na direção oposta: o contrato de agosto subiu para 239,00 € por tonelada (272,79 $), alta de 0,38%.

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