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Trigo e óleo de soja sobem mais de 36% na República Dominicana até agosto

O trigo chegou a US$ 330,98 por tonelada métrica e o óleo de soja a US$ 1.519 em agosto de 2026, altas de 36,5% e 37,8% ante dezembro de 2025. Os aumentos elevam o risco de compras para fabricantes de farinha, óleo comestível e ração em um mercado dependente de importações.

Trigo e óleo de soja sobem mais de 36% na República Dominicana até agosto

Insumos importados registram altas de dois dígitos

Os preços internacionais do trigo e do óleo de soja avançaram fortemente nos primeiros oito meses de 2026, elevando a pressão sobre as compras dos setores alimentício e agropecuário da República Dominicana, dependentes das importações. A Infobae, citando a Acento e dados do Ministério da Agricultura, informou que o trigo encerrou agosto a US$ 330,98 por tonelada métrica, 36,5% acima do nível de dezembro de 2025.

O óleo de soja chegou a US$ 1.519 por tonelada métrica, com alta de 37,8% no mesmo período. Foram os maiores aumentos entre as principais matérias-primas acompanhadas pelas autoridades agrícolas. Os dois produtos são insumos importantes para o processamento local: o trigo é destinado principalmente a produtos à base de farinha, enquanto o óleo de soja abastece o mercado de óleos comestíveis e outras atividades industriais.

Outros insumos agrícolas importados também ficaram mais caros, embora com avanços menores. O milho encerrou agosto a US$ 231,60 por tonelada métrica, 8,7% acima de dezembro de 2025. A soja atingiu US$ 440,53 por tonelada métrica, com aumento de 11,4%. O arroz subiu 2,16%, para US$ 573 por tonelada métrica.

O óleo de milho foi a exceção no grupo monitorado. Seu preço permaneceu praticamente estável em torno de US$ 1.212,54 por tonelada métrica. A diferença pode oferecer aos processadores outra referência de custo, mas as fontes não informam se os compradores dominicanos conseguem substituir rapidamente o óleo de soja pelo de milho nos volumes necessários.

Pressão alcança diversos grupos de alimentos

As altas coincidiram com o avanço do Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. Segundo os números do Ministério da Agricultura divulgados pela Infobae, o indicador chegou a 133,3 pontos em agosto, 2,5 pontos acima de julho. Seus cinco componentes — cereais, óleos vegetais, açúcar, carnes e laticínios — contribuíram para o movimento, mostrando que a pressão internacional atingiu vários mercados.

Isso é relevante para a República Dominicana devido à sua demanda expressiva por trigo, milho, arroz e soja fornecidos pelo exterior. Essas matérias-primas sustentam a moagem de farinha, a produção de óleos comestíveis e rações, além de outros produtos destinados ao mercado interno. O aumento dos preços denominados em dólares pode, portanto, atravessar várias etapas da cadeia, dos contratos de importação e estoques aos custos de processamento e, posteriormente, aos preços ao consumidor.

O Ministério da Agricultura também acompanha os volumes dominicanos de importação de trigo, milho, arroz e soja entre 2021 e 2025. A publicação não detalhou essas quantidades, impedindo o cálculo do aumento da conta nacional de importações. Ainda assim, a valorização simultânea de quatro matérias-primas indica uma exposição mais ampla para importadores e processadores do que sugerem apenas os números do trigo e do óleo de soja.

Perspectivas de oferta aumentam a incerteza

De acordo com o relatório, as projeções mundiais de produção e exportação indicam perspectivas mais fracas para trigo, arroz e milho, enquanto se espera um pequeno aumento na produção de soja. Expectativas de menor oferta podem afetar a disponibilidade internacional e as cotações, embora as fontes não quantifiquem as revisões nem identifiquem países produtores específicos.

O custo dos fertilizantes acrescenta outra pressão sobre a agricultura nacional. O índice de preços dos fertilizantes acompanhado pelas autoridades chegou a 787,81 pontos, 4,5% acima da data de referência estabelecida no início da Guerra do Golfo Pérsico. Para os produtores dominicanos, fertilizantes mais caros podem coincidir com custos maiores de cereais e óleos importados, afetando tanto a rentabilidade das lavouras quanto o custo da pecuária dependente de ração.

A questão comercial imediata é a velocidade e a proporção em que as empresas conseguirão absorver ou repassar os aumentos. Os importadores enfrentam custos maiores de reposição, os processadores precisam administrar margens e os fabricantes de alimentos podem ter de ajustar calendários de compras ou combinações de produtos. Com trigo e óleo de soja acumulando mais de 36% em oito meses, a gestão de estoques e o momento da contratação tornam-se mais importantes para a cadeia alimentícia dominicana.

Análise completa do mercado

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