← Voltar às notícias

Tolima pode produzir ate 23.000 toneladas de milho amarelo, afirma ministro da Agricultura da Colombia

O ministro da Agricultura, Indalecio Dangond, afirmou que o departamento de Tolima pode alcancar producao de 17.000 a 23.000 toneladas de milho amarelo, volume capaz de atender parte da demanda das industrias de alimentos processados e de racoes na Colombia. Os entraves apontados sao a falta de contratos de compra firmes, assistencia tecnica insuficiente e infraestrutura de armazenagem fraca. Nao foram divulgados volumes de importacao nem preco de contrato.

Tolima pode produzir ate 23.000 toneladas de milho amarelo, afirma ministro da Agricultura da Colombia

O ministro da Agricultura da Colombia, Indalecio Dangond, colocou um numero de producao na mesa para o departamento de Tolima: entre 17.000 e 23.000 toneladas de milho amarelo. Segundo a exposicao oficial, esse volume poderia cobrir parte da demanda da industria de alimentos processados e da producao de racoes e reduzir a dependencia do pais em relacao ao grao importado. O numero surgiu em conversas voltadas a fortalecer a cadeia do milho em Tolima, conforme informou o jornal El Nuevo Dia, de Ibague, em texto reproduzido pelo Pulzo.

O numero apresentado

De acordo com as declaracoes oficiais citadas por El Nuevo Dia, Tolima, departamento reconhecido por sua vocacao agricola, pode atingir producao de 17.000 a 23.000 toneladas de milho amarelo. O ministerio nao trata esse volume apenas como oferta de materia-prima. A partir dele, os produtores locais poderiam firmar contratos de fornecimento em condicoes mais vantajosas, com precos definidos antecipadamente e mercados estaveis. A fala de Dangond coloca Tolima no centro do debate sobre autossuficiencia agricola, num momento em que a industria de alimentos processados e a producao de racoes dependem em grande medida de materia-prima importada.

Por que o milho amarelo e o ponto de pressao

O milho amarelo e um insumo industrial, nao um produto de consumo direto. Vai para racoes balanceadas destinadas a pecuaria e para a industria de alimentos, dois segmentos que a reportagem descreve como fortemente dependentes do grao importado. Cada tonelada produzida localmente, argumenta o ministerio, reduz a necessidade de importacao, com efeito direto sobre os custos de producao e, em ultima instancia, sobre a competitividade tanto dos agricultores quanto da industria alimenticia nacional.

Nem as declaracoes oficiais reproduzidas nem o texto quantificam as importacoes colombianas atuais de milho amarelo, a parcela que a producao de Tolima substituiria ou um preco de referencia para os contratos propostos. Sem esses parametros, o teto de 23.000 toneladas deve ser lido como estimativa de capacidade departamental, e nao como um plano calculado de substituicao de importacoes.

Tres gargalos entre a intencao e as toneladas

  • Contratos de compra. A ausencia de acordos solidos aparece como o primeiro obstaculo: sem comprador comprometido, o produtor assume todo o risco de preco de uma cultura com saidas comerciais estreitas.
  • Assistencia tecnica. O milho amarelo exige manejo agronomico e pos-colheita especificos, e o ministerio aponta o acompanhamento tecnico especializado como condicao para qualquer mudanca relevante na area plantada.
  • Logistica de armazenagem. O grao precisa ser reunido, secado e levado de forma eficiente aos compradores industriais, e a reportagem identifica a infraestrutura de acopio como a terceira lacuna.

As tres restricoes estao encadeadas. E dificil assinar contratos sem armazens que garantam qualidade e prazos de entrega. E dificil justificar investimento em armazenagem sem volume contratado. E nenhum dos dois se sustenta se a produtividade ficar abaixo do que um comprador industrial exige. A sequencia dos passos pesa tanto quanto o investimento.

O que os produtores precisam ver

Para as familias camponesas de Tolima a conta e simples: um mercado firme melhora a seguranca economica. A reportagem e explicita ao dizer que a viabilidade depende de os compromissos expressos em ambientes institucionais virarem contratos reais, com precos e prazos definidos que assegurem a rentabilidade das safras e promovam o desenvolvimento regional. Converter areas para uma cultura com exigencias tao especificas de manejo e comercializacao e um risco que os agricultores dificilmente assumirao apenas por causa de um anuncio.

Análise completa do mercado

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, fornecer conteúdo personalizado e analisar nosso tráfego. Ao clicar em "Aceitar tudo", você consente com o uso de cookies. Você pode gerenciar suas preferências ou saber mais em nossa Política de privacidade.